Sucessor do McLaren P1 aparece como um esportivo elétrico em meados de 2030

McLaren confirma que um sucessor do P1 aparece como elétrico em meados de 2030; possivelmente o modelo seja o primeiro elétrico da marca inglesa



A McLaren parece que vai dar o braço a torcer sobre o desenvolvimento de um modelo elétrico. Relutante na ideia, a marca confirmou que um possível sucessor do P1 pode aparecer como um modelo elétrico em meados de 2030. Lançado em 2012, o P1 se tornou um ícone da marca assim como aconteceu com o F1 em 1992. Agora, executivos da marca já deixam claro que há estudos para a criação de um modelo elétrico (será que seu batismo será E1?) e que desenvolvimentos atuais e contínuos devem acontecer até lá.

Ao longo da década, a empresa pretende trabalhar em sistemas de transmissão elétricos a bateria. Ao menos, é o que o CEO da McLaren, Michael Leiters, disse em entrevista ao site Autocar. "Estamos bastante ocupados, sim.", destacou o executivo. A inglesa já confirmou que vai atuar com três pilares para os próximos anos: motores elétricos, motores a combustão e motores híbrido. Leiters ainda confirmou que a marca "não tinha certeza" sobre elétricos há até pouco tempo. O motivo do não desenvolvimento de elétricos estava relacionado com a potência e o peso dos elétricos, por conta da bateria.

"Queremos fazer um carro comparável ao 750S em termos de peso; não precisamos de 2.000cv. Estamos trabalhando em conceitos para isso, explorando essa possibilidade e temos ideias realmente empolgantes em torno disso. Mas ele precisa superar o que fazemos em um motor a combustão.", disse Leiters. Essa superação que a McLaren fala refere-se não somente a potência, mas também aos números de desempenho, agilidade e dirigibilidade. A McLaren também está trabalhando para desenvolver elétricos mais emocionantes para se encaixar no DNA da Mc.



Leiters ainda destacou que um elétrico deste nível estará pronto "talvez no final da década. Em geral, acho que a melhor maneira de introduzir uma nova tecnologia é de cima para baixo.", adiciona. Para ter um elétrico, a marca quer apostar na redução de peso e hardware de bateria, ao mesmo tempo que a empresa também busca baratear o custo de produção destes componentes. O executivo ainda foi perguntado pelo site inglês sobre a demanda de elétricos e se havia alguns consumidores pedindo um hiperesportivo elétrico. "Não, mas precisamos ter cuidado", adiciona ele.

"Os tempos estão mudando e precisamos nos preparar para novos tempos. O sucesso do 750S mostra que nossos clientes adoram carros a combustão, mas talvez existam outros clientes interessados ​​em outras coisas.", falou sobre o tema. A empresa também ficou contente com a decisão da União Europeia em permitir que marcas de esportivos pudessem produzir carros a combustão para além de 2035. “Para um caso de uso como o nosso, baixo volume e baixa quilometragem, é preciso investir muito nas emissões na produção de um veículo elétrico. Como podemos recuperar isso em nosso ciclo de vida? Não faz sentido, certo? Então, acho muito importante sempre considerar o ambiente e as circunstâncias em que você está tomando decisões.”, diz.

Lembra quando citamos que a empresa trabalha em três pilares, a combustão, híbrido e elétrico? A McLaren confirmou que trabalha em uma nova geração do motor V8 com a Ricardo Motors para um V8 de nova geração que vai substituir o 4.0 V8 atual. Ele servirá de base para uma nova geração de híbridos também, confirmando que ele equipará "supercarros híbridos leves e de alto desempenho", disse Leiters. Desenvolvido internamente na sede da McLaren em Woking, os novos modelos híbridos vão ser mais potentes que os últimos lançamentos da marca como o Artura e o Speedtail. 



Fotos: McLaren / divulgação

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