NEVS está à beira da falência novamente e entra em 'modo de hibernação' na China

Substituta da Saab, NEVS corre risco de falência e demite cerca de 95% da sua força de trabalho na China, em pleno plano de reestruturação dos planos



Desde que a Saab entrou com um pedido de falência como uma fabricante de automóveis em 2011, a marca se arrastou até meados de 2016, quando a NEVS assumiu. Agora, a NEVS parece que também não está com condições muito boas. Em seu plano de hibernação como parte de esforço para reduzir os custos em seu processo de reestruturação, a NEVS assumiu que demitiu 95% dos seus funcionários e seu futuro é bastante incerto.

Sem cumprir com nenhum dos seus planos previstos em 2016, a marca confirmou que crê em oportunidades no futuro, mas confirma que seus desafios nos últimos anos “infelizmente não são temporários”. A marca confirmou que dos seus 320 funcionários, 95% foi demitido e o quadro de funcionários passa a ser de 20 funcionários que vão continuar trabalhando nesse processo de reestruturação. Em comunicado, a empresa confirmou que vem trabalhando para solucionar os problemas, por mais que a dificuldade seja grande.

De acordo com a NEVS, “os sindicatos correspondentes estão sendo realizadas para dar a todos os nossos funcionários o apoio e aconselhamento jurídico para todos os impactados em um processo que estará em andamento nos próximos seis meses.". A CEO da NEVS, Nina Selander, disse que era com muita tristeza que a empresa vá entrar em seu “modo de hibernação, o que significa que seremos forçados a reduzir todos os custos e sofreremos com demissões em todas as áreas da empresa”.

“Nossa decisão surge depois que nossos proprietários, Evergrande, e nossos possíveis investidores não conseguiram finalizar as negociações de acordo com nosso contrato”, destacou ao Autocar Business. Os planos da marca previam o desenvolvimento de um 9-3 EV e planeja produzir anualmente cerca de 220.000 unidades. Em 2019, a Evergrande adquiriu a NEVS, mas em 2021 ela colocou a empresa à venda.

Na época, a marca poderia custar cerca de US$ 1 bilhão, o que já seria interessante para sanar algumas dívidas do grupo chinês. Alguns investidores demonstraram interesse na compra da marca sueca e as negociações tem sido realizadas com empresas dos Estados Unidos e Europa, ou seja, a empresa deixaria de ter capital chinês.



Fotos: NEVS / divulgação

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