Retrômobilismo#59: Carro de patrão, LeBaron foi o último suspiro da Chrysler do Brasil!


A Chrysler estava num momento muito difícil dos seus modelos no Brasil. Lançado apenas um mês depois do Magnum (Retrômobilismo#58: O magnetismo de um dos últimos Dodges, o Magnum!), o LeBaron era a sua versão sedan do coupé Magnum, que era um dos carros mais caros da Chrysler quando foi lançado. Com a missão de serem os topo de linha da marca, para tentar alavancar as finanças, a marca americana precisava de modelos de luxo, que custassem caro para elevar o custo, já que a crise do petróleo abalou a marca no início dos anos 70 e na segunda crise, que começou em meados de 1979.


O motor é o mesmo dos demais V8 da linha, o 5.2 V8 mas que rendia 205cv de potência no Magnum/LeBaron e torque de 42kgfm de força, um dos melhores motores da época, tinha como novidades mecânicas (para a dupla novata) o novo radiador, tanque de combustível de 107 litros, bateria e alternador de maior capacidade e suspensão revisada, mais macia privilegiando o conforto. O LeBaron possuía câmbio manual ou automático, ambos de 3 velocidades, trazia mais conforto que o Magnum. Basicamente o mesmo Dart americano de 1974, tanto Magnum como LeBaron ganharam um face-lift na dianteira e traseira, modificação feita por designes brasileiros, onde substituíram-se pára-choque, molduras de faróis e grades de radiador, tudo sustentado por uma estrutura de fibra-de-vidro, enquanto a traseira passou a ser idêntica à do modelo norte-americano de 1974, com lanternas horizontais.


Tinham como destaque visual, os 4 faróis dianteiros, para-lama traseiro com um sutil rabo-de-peixe, calotas cromadas de desenho bem clássico e um interior muito luxuoso. Tinha bancos bem acolchoados que lembravam poltronas, além de oferecer rádio com toca-fitas e antena elétrica assim como o Magnum. Em Janeiro de 1979, a Volkswagen alemã finalmente comprou 67% das ações da Chrysler e em Abril do mesmo ano, Toni Schmueker (presidente mundial da VW), Wolfgang Sauer (presidente da Volkswagen do Brasil) e Donald Dancey (presidente da Chrysler) visitaram as instalações da linha de montagem dos automóveis Dodge e, juntos, anunciaram a intenção de ampliar a produção dos Polara, Dart, Charger R/T e Le Baron. Em Maio do ano seguinte, a intenção de Klaus Hadulla, substituto de Dancey, afirmou que não acabaria com os modelos Chrysler, mas os modelos acabaram vendendo cada vez menos, fazendo a Chrysler se extinguir no mercado.


O receio era grande, pois a crise assustava os consumidores, já que aos sábados e domingos os postos de gasolina em todo o Brasil fechavam, também em uma falha tentativa de "acalmar os ânimos" da população e reduzir ao máximo o consumo de combustível. Após os consumidores ficarem assustados com o preço da gasolina e do apetite enorme dos modelos da linha Chrysler, a marca acabava tendo um fim, até porque o mercado já não via com bons olhos os modelos da marca. O LeBaron em apenas 2 e meio anos de mercado vendeu apenas 1.114 unidades, sendo 346 unidades em 1978, 430 unidades em 1979, 94 unidades em 1980 e 244 unidades em 1981, seu último ano no mercado. É o Dodge mais raro do Brasil e a última tentativa da Chrysler se livrar na crise. Não conseguiu, infelizmente.


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