MG apresenta o Cyberster no Salão do Automóvel de Xangai, com motor de até 544cv

MG apresenta oficialmente o Cyberster no Salão do Automóvel de Xangai, na China, que marca o retorno da marca inglesa ao desenvolvimento de esportivos e roadsters 



A Morris Garage (MG) apresentou oficialmente o Cyberster no Salão do Automóvel de Xangai, na China. O esportivo marca o retorno da inglesa ao desenvolvimento de carros esportivos depois da sua quase falência e da compra da marca pelos chineses – tanto que o último esportivo da marca foi o TF, que saiu de linha em 2011. Se reestruturando, a marca apresentou uma série de produtos, saiu de muitos mercados, voltou para muitos, amadureceu e tem tudo para voltar a ter o espaço que tinha.

E o Cyberster é a prova disso. Ele chega como um dos primeiros esportivos compactos elétricos na Europa, possivelmente globalmente também. O fato é que a MG hoje vem crescendo exponencialmente com a sua nova linha de produtos e é muito bom ver a marca vivendo novamente um período bom. E o modelo que vemos hoje de produção é expressamente baseado no Cyberster Concept, apresentado no mesmo Salão de Xangai, mas na edição anterior, de 2021 (o evento ocorre uma vez a cada dois anos). A versão de produção, inclusive, aproveita muito do design do conceito.

Em termos visuais, o Cyberster se mostra um esportivo de design bem bonito. Compacto, ele se destaca na dianteira ao trazer faróis um pouco ovais e com desenho mais vertical, com projetores em LED e com luzes diurnas (DRL) em LED, que são circulares e tem uma iluminação superior e inferior. Os faróis ainda tem um acabamento escurecido e o para-choque dianteiro ostenta bem destacado o logotipo da MG ao centro. O para-choque ainda tem uma entrada de ar inferior que é dividida pelo splitter, tendo uma grelha da grade dianteira com estilo em colmeia.

O para-choque ainda tem muitas linhas, com destaque para vincos que se conectam com muitos elementos da dianteira. Logo abaixo do logotipo da MG, existe um vinco horizontal que cresce nas extremidades e dá vida para uma entrada de ar vertical com um acabamento em preto brilhante. O vinco ainda se conecta na parte inferior da entrada de ar do roadster, parecendo formar um grande sorriso pelas linhas. Nas extremidades laterais e inferiores, o Cyberster possui entradas de ar horizontais e bem compactas, com um acabamento em preto brilhante.



Voltando a falar sobre a entrada de ar inferior, o Cyberster divide essa entrada de ar com duas hastes. Essas hastes ajudam a formar os vincos que nascem ainda no para-choque, ladeando o logotipo da MG e ficando bem mais visíveis no capô, onde eles parecem formar um ‘T’, se conectando com as linhas do para-brisa. Existe mais um vinco nas extremidades do capô e um vinco bem próximo aos faróis, nascendo no para-choque dianteiro, que define parte das linhas laterais. De perfil, as linhas do Cyberster tem continuidade. Os vincos que nascem próximos aos faróis terminam de maneira decrescente nas portas.

No para-choque dianteiro, ele possui um acabamento em preto brilhante com uma saída de ar com um prolongamento que quase chega nas portas. A partir desse acabamento nasce mais um vinco horizontal, que também termina nas portas. A parte bem inferior das portas possui um vinco estilo trapezoidal, enquanto as caixas de rodas também possuem um vinco que ajudam a definir as linhas. Ele possui portas sem maçanetas, mas com botões (ou um sistema de maçaneta mais tradicional, embutida). Elas estão em um acabamento em preto brilhante bem disfarçado, logo abaixo dos vidros laterais. Falando em portas, elas possuem uma abertura em tesoura e o para-lama traseiro ainda existe um bocal de recarga das baterias.

As portas podem ter um ângulo de abertura ajustável de 30º a 76º. Ao apertar um botão interno, elas se abrem ou fecham eletronicamente – com uma tecnologia de detecta se existe obstáculos. Os retrovisores tem base nas portas e repetidores de setas integrados, enquanto as saias laterais tem um acabamento em preto brilhante e próximo da roda traseira ele possui um apêndice aerodinâmico que contribui para o fluxo de ar. Esse apêndice ainda possui o logotipo da SAIC Design, enquanto as rodas possuem um desenho de sete raios, de design aerodinâmico, e com acabamento diamantado. As rodas são de 19 (245/45 R19 na dianteira e 275/40 R19 na traseira) ou 20 polegadas (com pneus 245/40 R20 na dianteira e 275/35 R20 na traseira), ambos com pneus Pirelli P Zero.



As rodas deixam a mostra os freios Brembo, com pinças vermelhas. Falando sobre o teto, ele possui um teto de lona que é eletricamente recolhido ou acionado. De acordo com a marca, ele pode ser aberto ou fechado em velocidades de até 50km/h em 10 segundos. Quando estiver com o teto, ele possui uma janela traseira que contribui com a visibilidade. A coluna A é bem inclinado e todo contorno do para-brisa é em preto brilhante. De traseira, o Cyberster possui um design bem diferente, muito por conta das suas lanternas. Destaque fica por conta das lanternas em forma de seta, com cada lado apontando para as extremidades laterais.

Ao mesmo tempo, as lanternas lembram partes da bandeira do Reino Unido com a Union Jack, com a representação das extremidades laterais da bandeira. As setas das lanternas estão dentro de um acabamento em preto brilhante que imita saídas de ar, com um prolongamento das lanternas que invade a carroceria. As lanternas ainda tem uma iluminação mais superior. Conectado a esse acabamento em preto brilhante, existe finas luzes em ‘L’ que se conectam entre si na parte superior, conectando as duas lanternas. A MG ainda destaca que seu esportivo possui um recurso de design chamado de Kammback.

Esse estilo automotivo faz com que a traseira do carro se incline para baixo antes de ser cortada abruptamente. No deque da traseira, possui uma área com o logotipo da MG, que se abre para guardar o teto de lona. Existe também um acabamento em preto brilhante que nasce nas laterais e por meio da traseira se conecta até o outro lado. Na traseira, esse acabamento ainda guarda o brake-light, enquanto a tampa do porta-malas parece formar um pequeno aerofólio criado a partir de um vinco que vem das laterais. A tampa do porta-malas ainda é bem compacta, trazendo indicativo da versão e do nome do roadster, no lado direito.



O para-choque traseiro possui um vinco horizontal que une as duas lanternas com uma parte mais abaulada. O para-choque ainda possui uma área grande para a placa traseira, em preto brilhante. Nas extremidades desse acabamento estão os refletores triangulares, que quase passam despercebidos. Mais abaixo está um defletor de ar, com aletas verticais. Ao centro do difusor está a lanterna de neblina e luz de ré. Desde as extremidades inferior do para-choque dianteiro, saias laterais e para-choque traseiro, ele possui uma fina faixa em vermelho. Internamente, a MG também manda muito bem.

As linhas do Cyberster se destacam por contar com um quadro de instrumentos bem largo, que abriga um total de três telas diferentes e a central é maior que as telas laterais. A tela curva abriga o quadro de instrumentos, central, e duas outras telas nas extremidades com outras funcionalidades. A tela da esquerda opera configurações relacionadas à direção e a tela da direita traz informações de navegação, com GPS e infoentretenimento com músicas e aplicativos, com uma tela que possui um chip Snapdragon 8155 para uma resposta rápida.

Ao lado direito da tela, existe uma saída de ar-condicionado com um desenho mais triangular. O volante é multifuncional, com três raios e uma base inferior achatada. A marca confirma que ele será vendido com paddle-shifts, que no caso do elétrico alteram os modos de condução. Opcionalmente, o consumidor poderá optar por um volante tipo manche. No volante convencional, ele possui o botão Start/Stop no volante. Abaixo da saída de ar triangular, o Cyberster possui alguns controles com acionamento touch, para o sistema de ar-condicionado. O painel ainda tem um desenho que passa por trás da tela e desce para o console central.



No console central, ele traz a alavanca de câmbio automático por botão, com um acabamento prateado e em preto brilhante. A alavanca possui um desenho mais vertical. Ao lado da alavanca de câmbio existe uma quarta tela. Essa tela possui funções do sistema de ar-condicionado, informações da bateria, detalhes de carregamento e recursos ADAS. Abaixo do câmbio e dessa tela, existe os controles da capota de lona e o console ainda possui dois porta-copos e um espaço de recarga por indução onde se coloca o telefone dentro. Voltando ao painel, depois de todo esse desenho voltado para o motorista.

Na frente do passageiro possui duas saídas de ar-condicionado, sendo uma mais inferior e uma na extremidade direita do painel. Uma quarta saída de ar fica no lado esquerdo, abaixo da tela. O topo do painel ainda possui um alto-falantes bem generoso que vai distribuir parte da acústica do carro, com um sistema de som da Bose. O painel possui um acabamento no tom vermelho, em couro, com bancos em couro vermelho Alcantara. Os painéis das portas não possuem maçanetas convencionais e sim um botão de acionamento para que eletricamente elas sejam operadas. Há ainda controles dos bancos e vidros, além de novos alto-falantes, com um acabamento que parece ser de alumínio.

Ainda no interior, atrás dos bancos existem dois arcos metálicos que funcionam como proteção para os ocupantes dos bancos. De acordo com a MG, o Cyberster é desenvolvido a partir da plataforma Modular Scalable Platform (MSP), que tem uma arquitetura elétrica de 800V. O esportivo possui 4,535 metros de comprimento, 2,690 metros entre os eixos, 1,913 metro de largura e 1,329 metro de altura. O modelo possui peso que varia de 1.850kg a 1.985kg, dependendo da configuração, enquanto o porta-malas tem 245 litros de capacidade e o coeficiente aerodinâmico é de 0,269Cx.



Ele possui uma quase perfeita distribuição de peso de 49/51. Mecanicamente, estamos falando de três configurações de motor e duas configurações de baterias. A primeira delas traz o motor elétrico na traseira (RWD) capaz de desenvolver 314cv, 48,6kgfm e junto de uma bateria de 64kWh, com uma autonomia de 501km. Existe ainda uma opção intermediária que traz um motor elétrico único na traseira (RWD) de 340cv, 48,6kgfm e junto de uma bateria de 77kWh, que oferece uma autonomia de 580km. Existe ainda uma opção de tração AWD, que traz esse mesmo motor de 340cv no eixo traseiro e um motor dianteiro de 204cv e 25,5kgfm.

Juntos, são 544cv de potência e 74,1kgfm de torque, vindo com a mesma bateria de 77kWh que nesse caso oferece uma autonomia que fica entre 520km a 530km. Em todos os casos, a bateria tem química composta por níquel-cobalto-manganês (NMC), da CATL. Com o conjunto AWD, ele acelera de 0 a 100km/h em 3,2 segundos e tem máxima de 200km/h. A versão de 314cv cumpre o mesmo em 4,8 segundos (máxima de 193km/h) e a de 340cv faz em 4,6 segundos (máxima de 195km/h). Em ambos os casos, o modelo pode ser carregado em estações de recarga rápida (DC) de 150kW, que recuperam de 20% a 80% da bateria em 30 minutos.

Em apenas 10 minutos, ele pode recuperar 200km. A marca ainda confirmou que o roadster tem uma suspensão double-wishbone na dianteira e uma suspensão multilink na traseira. De série, ele será vendido com pacote Advanced Driver Assistance Systems (ADAS) de Nível 2 de condução autônoma. De série ele vai trazer manutenção de faixa e controle de cruzeiro adaptativo. Segundo a MG, ele será vendido em apenas três cores: Red Flame, Silver Bullet e Yellow Light Speed. Segundo a MG, os preços são de 319.800, 339.800 e 359.800 yuans para cada uma das três opções de motores. Ele será produzido na fábrica da SAIC, em Ningde, na China. 







Fotos: MG / divulgação

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