Toyota registra imagens de patente de câmbio manual que simula de 14 marchas no USPTO

Toyota registra imagens de patente de uma transmissão manual para veículos elétricos que é capaz de oferecer 14 marchas, de acordo com registro no USPTO 



A Toyota registrou imagens de patente de uma nova opção de transmissão manual que pode ser adicionada em carros elétricos, especialmente em esportivos elétricos. Esse assunto da marca japonesa desenvolver esse tipo de câmbio não é novo, mas agora surgiram as primeiras imagens de patente no United States Patent and Trademark Office, o USPTO. Até o momento, todos os carros elétricos existem apenas com câmbio automático por ser mais fácil de lidar com o torque instantâneo dos motores elétricos.

No USPTO, a Toyota confirmou que o registro de patente não possui um limite de marchas, mas as imagens confirmam que a transmissão pode contar com 14 marchas. Mas como isso poderia funcionar? A patente, apesar de não revelar muitas informações, confirma apenas que o motorista pode selecionar exatamente quantas marcas ele deseja guiar o carro. "O número de estágios das engrenagens virtuais pode ser de seis estágios ou mais, ou menos de seis estágios. Um motorista pode selecionar o padrão desejado de acordo com sua preferência.", diz o documento registrado nos EUA.

A parte de ‘selecionar um padrão da quantidade de marcha’ parece vago, a Toyota não revelou informações de como o motor responderia à essa transmissão. Seria um câmbio sem ligação com o carro apenas para passar a sensação de trocas de marchas ou um câmbio que realmente coopera com a aceleração do carro? O registro não conta se existe um tipo de sistema eletromecânico que cria efetivamente quantas marchas o motorista deseja para a condução. É possível antecipar que a marca poderia criar um número mínimo de quantidade de marchas, como seis, por exemplo.

A marca usa quatro marchas como exemplo, na descrição das patentes. Ao levar o câmbio até uma marcha, a alavanca voltaria para a posição ‘ponto morto’ e à medida que troca de marchas, o padrão virtual muda para o próximo conjunto de relações. Se o motorista passar da 1ª para a 6ª marcha, o sistema vai mudar as relações disponíveis, convidando o motorista a subir para a sétima, oitava, nona marcha, se ele deseja seguir aumentando a velocidade ou, se diminuir, passar para a quinta marcha. Apesar de não ter um funcionamento muito parecido com um câmbio manual, seria mais ou menos isso que o registro explica.

Logo, é muito provável que a transmissão seja um mecanismo muito mais próximo de uma simulação de que uma transmissão que funciona em parceria com o motor elétrico. Até porque, não faria sentido ter um total de 14 marchas que poderiam ser programadas para um carro, ainda mais sendo manual. Com essa simulação de marchas, faz sentido. Se o motorista sair da inércia em sétima marcha, logicamente se simula que a transmissão passe da 10ª marcha, principalmente pelo fato do “número e os padrões das características de torque podem ser alterados arbitrariamente”, como diz a descrição no USPTO.





Patentes: United States Patent and Trademark Office – USPTO / reprodução

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