Mazda revela detalhes do seu plano estratégico para elétricos até 2030, que foi revisado

Mazda mira em plano de eletrificação mais efetivo e prevê que 40% das suas vendas sejam de modelos elétricos até meados de 2030, 15% a mais do planejado antes



A Mazda pisou um pouco no acelerador da eletrificação com o anúncio de um novo investimento em modelos elétricos. A nipônica confirmou que pretende ter 40% das suas vendas globais de modelos puramente elétricos, o que representa um aumento de 15% em relação ao planejamento inicial que a marca tinha. A pisada no acelerador vai de encontro com o rápido crescimento dos elétricos e do aceite dos consumidores por veículos deste tipo.

Para avançar com os elétricos, a japonesa confirmou que vai investir US$ 10,6 bilhões, que será dividido em três períodos de três anos. Para financiar esse plano de se tornar uma marca de produtos mais elétricos, a Mazda quer seguir uma receita que a GM tem feito com seus carros a combustão: usar eles como um gerador de receitas para financiar produtos elétricos, ao "ganhar o máximo possível com veículos com motor de combustão interna até 2025-2027 para fortalecer nossa base financeira", disse o CEO Akira Marumoto, ao Nikkei Asia.

Atualmente, a Mazda tem uma venda de cerca de 1,2 milhão de unidades ao ano, sendo que possui apenas o MX-30 como seu modelo elétrico. O plano estratégico apresentado pela marca foi chamado de ‘Atualização do Plano de Gestão a Meio Prazo e Política de Gestão até 2030’. Ele foi apresentado com alguns pilares para a marca cumprir até 2030: 1. Contribuir para a resolução do desafio social de travar o aquecimento global através da nossa estratégia de eletrificação adequada às características regionais e às necessidades ambientais.



A marca ainda vai 2. Conduzir uma pesquisa aprofundada sobre as pessoas e esclareça sua relação com os carros com o objetivo de realizar uma sociedade automotiva segura e protegida e; 3. Manter a gestão do valor da marca Mazda, oferecer os nossos valores únicos e continuar a ser a marca preferida dos clientes. A marca também deixou claro que é de se interesse “co-criar com os outros”, a Mazda promoverá projetos colaborativos com uma ampla gama de parceiros. A marca ainda apontou quatro pontos essenciais para alcançar suas metas.

O primeiro deles serão iniciativas para neutralidade do carbono. Meta da marca até 2050, a Mazda acredita que todas as fábricas da marca serão neutras em carbono até 2035, apostando em conservação de energia, mudança para energias renováveis ​​e uso de combustíveis neutros em carbono. A marca também confirmou uma estratégia de eletrificação em três fases em dez anos. A primeira fase tem a ver com ativos tecnológicos que compreendem várias tecnologias de eletrificação para reduzir nossa pegada ambiental e produzir produtos atraentes.

A segunda fase desse plano será introduzir um novo sistema híbrido e, na China, onde a eletrificação está avançando, introduziremos veículos EV dedicados, bem como lançaremos veículos BEV com bateria globalmente. Na terceira fase, promoveremos o lançamento completo de BEVs com bateria e consideraremos o investimento na produção de baterias. Estimamos que a proporção de BEV da Mazda nas vendas globais aumente para uma faixa entre 25% e 40% a partir de 2030.



O terceiro ponto tem a ver com a criação de valor por meio da co-criação de pessoas. A marca estaria focando em pesquisas para compreender e criar modelos de mecanismos entre o corpo humano e o cérebro com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de tecnologia avançada de assistência ao motorista centrada no ser humano e eliminar novos Veículos Mazda como causa de acidentes fatais evitáveis ​​com tecnologias automotivas até 2040, como IA e TI. Por fim, o quarto ponto será a redução de custos e aprimoramento da cadeia de suprimentos.

De um ponto de vista abrangente, examinaremos as cadeias de valor e as cadeias de suprimentos para eliminar completamente o desperdício, irregularidades e sobrecargas para refinar nossos custos, aumentando assim nossa capacidade de reduzir custos e resiliência a reduções na produção. "É muito arriscado para nós ficarmos totalmente elétricos de uma só vez", disse um executivo da empresa. Falando em parcerias, a Mazda contará com a Envision AESC para fornecimento de baterias para seus carros elétricos.

A marca apenas não confirmou quantos elétricos serão lançados no período e nem tem planos de erguer uma fábrica dedicada para baterias. Os japoneses "ainda estão em fluxo e não estamos em condições de anunciar essas metas", disse Marumoto. Seria bom que a Mazda tomasse uma medida mais enérgica para ter baterias que sejam suas, visto que a demanda por baterias vai crescer muito. "Por enquanto, vamos estudar os desenvolvimentos sem tomar as coisas em nossas próprias mãos", disse um executivo da Mazda.



Fotos: Mazda / divulgação

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