China: Volkswagen confirma que vai buscar mais lucratividade e não quer 'guerra de preços'

Volkswagen confirma que não entrará na briga de redução de preços de elétricos na China e quer ir em busca da competitividade, diz executivo em entrevista



A Volkswagen confirmou em entrevista que não vai cair na briga de outras montadoras que vem oferecendo corte no preço dos seus carros elétricos – um movimento iniciado pela Tesla, em busca de competitividade. Na China, a marca alemã possui vários modelos da linha ID, além de outros elétricos que são oferecidos pelas outras marcas do grupo alemão. Apesar desse movimento ter começado nos Estados Unidos, ele se espalhou por outros mercados, inclusive a China, onde várias marcas chinesas também aderiram à prática.

No caso da Volkswagen, o Diretor de Operações da Volkswagen, Ralf Brandstaetter, disse em entrevista para a Agência Reuters que a marca não vai participar desta prática e que busca uma forma sustentável de atuação. Sob pressão na China por conta da perda da liderança do mercado para a BYD, e da China ser o maior mercado da marca no mundo, a Volkswagen quer se manter rentável. “A Volkswagen está focada em um modelo de negócios sustentável. Em termos concretos, isso significa que não participaremos da batalha dos descontos a qualquer preço”, disse Brandstaetter em entrevista à Reuters.

“Nossa posição de mercado é bastante forte. Para nós, o foco está na lucratividade, não no volume de vendas ou na participação de mercado. Se atingirmos vendas de mais de 4 milhões de veículos neste ambiente em 2030, com rentabilidade correspondente, essa é uma posição com a qual poderíamos muito bem conviver”, disse, acrescentando. Até meados de 2030, a Volkswagen estima que o mercado chinês cresça para cerca de 28 a 30 milhões de unidades ao ano, quando comparado ao volume atual, que é de 22 milhões de veículos por ano.

A Volkswagen deseja continuar como a maior fabricante de veículos da China oriundo de um país não-asiático, uma vez que perdeu sua liderança de mercado para a BYD. Ao mesmo tempo que deseja defender essa posição, Brandstaetter afirma que seria “irrelevante se outra fabricante nacional vender mais do que ela” em algum momento. Ano passado, a Volkswagen anunciou na China, que vai mudar a sua abordagem de mercado com o Grupo, desenvolvendo produtos “na China para a China”. Isso será possível por conta das parcerias locais, como com a Horizon Robotics e novas parcerias, que ainda estão em negociação.



Fotos: Volkswagen / divulgação

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