Assim como TrailBlazer chinês, Chevrolet mata o Onix na China pelas baixas vendas

Chevrolet confirma fim de linha do Onix na China após baixas vendas e sedã segue o mesmo caminho do Trailblazer chinês, diferente do nosso



A Chevrolet vem enfrentando dificuldades na China, onde a marca sofre para emplacar seus compactos. Por lá, o Monza é o mais vendido, mas ainda assim vem perdendo espaço para uma concorrência que é feroz e ávida por novidades. O caso mais recente, por exemplo, ceifa a vida de um bom conhecido nosso, o Onix. Por lá vendido apenas com a carroceria sedã, o Onix deixou de ser vendido na China pelas baixas vendas – e, de certa forma, pela concorrência interna com o Monza, que é um modelo maior e que traz até motor híbrido-leve.

Lançado primeiro na China que no Brasil em 2019, o Onix foi desenvolvido em conjunto entre Brasil e China. Por lá, após seu lançamento, ele até surtiu algum efeito ao ser um dos líderes do seu segmento, mas as coisas por lá mudam muito rápido. De acordo com informações, o Onix teve seis meses de mercado mesmo após o fim da sua produção na China, com descontos de 45% no preço e repasse para lojistas regionais. No site da Chevrolet lá, o sedã contava com unidades do ano/modelo desatualizado.

Na China, o Onix era vendido com as versões LT e Redline, sendo vendido inicialmente com os motores 1.3 16v aspirado a gasolina de 107cv de potência e câmbio manual de 5 marchas, ou o motor 1.0 12v Turbo de 125cv de potência e 18,3kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de 6 marchas. O motor 1.3 se despediu em 2021 junto com a versão LT, quando ele passou a ser vendo exclusivamente com a versão Redline e o motor 1.0 12v Turbo. O projeto de internacionalização do Onix não deu muito certo na China, mas na América Latina sim.

O sedã foi um dos mais vendidos no México, onde chegou a ser vice-líder do mercado (quando era produzido no México, até 2021) e ficando atrás apenas do Nissan Versa. No Brasil onde ele é líder do segmento de sedãs compactos há anos, mas já carece de mudanças visuais. A parceria entre as divisões da Chevrolet brasileira e chinesa também ajudou no desenvolvimento da plataforma modular GEM, que dá vida hoje ao Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. De acordo com a revista Quatro Rodas, o Onix foi criticado na China por trazer motor três cilindros, que não é muito bem-visto por lá.

Conhecido por duas vibrações, o consumidor chinês prefere motores de quatro cilindros. A revista ainda destacou que, outras reclamações vieram do câmbio automático nas arrancadas, o que a imprensa chinesa chamou de agressivo. O sedã era produzido na fábrica de Dong Yue, erguida pela joint-venture SAIC-GM, na cidade de Yantai, província de Shandong, na China. O sedã segue o mesmo caminho que o Trailblazer chinês (que não é igual ao nosso modelo, com base na S10 e é o mesmo modelo norte-americano) teve há alguns anos, por conta das baixas vendas.



Fotos: Chevrolet / divulgação

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