Bugatti revela em teaser o desenvolvimento do Tourbillon no frio extremo de Arjeplog

Bugatti revela mais informações sobre o desenvolvimento do Tourbillon, que acontece em Arjeplog, na Suécia, onde a marca testou seus equipamentos



A Bugatti apresentou oficialmente mais informações sobre o desenvolvimento do seu novo hiperesportivo, o Tourbillon. O novo cupê teve detalhes revelados quando ele passou por duros testes em Arjeplog, na Suécia. Lá, o modelo passou por extensas baterias de testes no Campo do Provas de Colmins, onde as condições extremas de frio fazem com que os sistemas sejam duramente avaliados em situações de frio. Ao mesmo tempo, a marca testou o Tourbillon em condições de extremo calor, para adaptá-lo as diferentes condições de temperatura.

Desenvolvido a partir de uma plataforma totalmente nova, o Tourbillon usa um conjunto híbrido formado pelo motor V16 naturalmente aspirado e três motores elétricos. Juntos, o esportivo entrega 1.800cv, que são considerados o ápice da filosofia de engenharia da marca, liderando a busca incessante pela performance. “No entanto, a verdadeira medida de um carro como este reside na forma como cada sistema opera em harmonia, preservando a precisão, a confiança e a intensidade emocional esperadas de um Bugatti em qualquer ambiente”, disse a marca em comunicado. Na Suécia, o desenvolvimento do Tourbillon passou por uma série de testes.

Ele foi avaliado no gelo polido, neve compactada, lama e asfalto apresentam superfícies em constante mudança. "Estamos aqui para testar e desenvolver o Tourbillon em condições extremas, para realizar diversos testes diferentes no sistema de climatização, no ABS, nos sistemas ESC, no controle de tração e na dinâmica do veículo em geral.", disse Miroslav Zrncevic, Piloto-Chefe de Desenvolvimento na Bugatti-Rimac. Apesar de não ser desenvolvido para o uso no gelo, os padrões de desenvolvimento da Bugatti permitem que o carro consiga passar por trechos assim, se for necessário – sendo testado nos limites das possibilidades da engenharia.



"É claro que os hipercarros não são realmente projetados para serem dirigidos na neve e no gelo, mas abordamos isso de forma bastante abrangente. Simplesmente porque é de suma importância, tanto para nossos clientes quanto para as equipes que desenvolvem o carro, que o Tourbillon funcione extremamente bem em todas as condições climáticas. Afinal, se suas capacidades forem comparáveis ​​às de outros carros, ele deixa de ser um Bugatti.", adicionou Zrncevic. Para isso, o desenvolvimento da marca no campo de provas em Arjeplog concentra-se em condições de baixa mobilidade, onde a aderência é colocada à prova.

Como o Tourbillon entrega cerca de 1.800cv de potência, a entrega dessa força em ambientes de baixa aderência pode se tornar perigoso até mesmo aos mais habilidosos condutores. Para isso, a marca confirmou que trabalha na integração perfeita da distribuição de torque da tração integral, do controle de tração, dos sistemas de frenagem e do controle eletrônico de estabilidade. Por lá, na Suécia, foram quatro semanas de testes de validação no inverno, onde a equipe se adapta continuamente às condições. Durante a primeira parte dos testes, a Bugatti confirmou que eles foram realizados em temperaturas de -30ºC, trabalhando no desenvolvimento do hiperesportivo inclusive a noite, utilizando cada hora e cada superfície para coletar o máximo de dados possíveis.

"Estamos maximizando nosso potencial e basicamente aproveitando ao máximo o que o clima nos permite. Temos um número limitado de sessões de inverno para tirar o máximo proveito. Já fizemos uma sessão de inverno no ano passado, mas são essencialmente quatro semanas para desenvolver o carro por completo.", destacou Zrncevic. Ao todo, o desenvolvimento do esportivo em condições de baixa temperatura é avaliado tanto por meio de medições objetivas e empíricas quanto pela percepção subjetiva de conforto entre os ocupantes da cabine. O desembaçamento do para-brisa, aquecimento da cabine e usabilidade em frio extremo foram avaliados também.



Outras áreas foram testadas, como o sistema de frenagem, uma das áreas mais complexas da arquitetura híbrida do Tourbillon. Através dessa avaliação meticulosa, os pilotos de teste da Bugatti determinam a eficácia da relação entre a frenagem regenerativa dos motores elétricos e os freios hidráulicos convencionais. Contando com um sistema de freio eletrônico chamado de brake-by-wire, o Tourbillon traz uma resposta que pareça natural ao motorista, mantendo-se precisa em superfícies radicalmente diferentes. Para isso, a calibração do ABS e do ESC constitui a próxima etapa de análise para os pilotos de testes.

Os testes de frenagem aconteceram em gelo polido, neve compactada, lama e asfalto, bem como em saltos MU – momentos em que o protótipo de validação transita de um nível de aderência para outro em um único evento. Outras opções de testes é começar freando no asfalto seco ou aquecido antes de prosseguir para o gelo polido, forçando seus sistemas a reconhecer e responder à mudança repentina de aderência. "Nesse cenário, o que buscamos no sistema é sua capacidade de enfrentar e dominar vários tipos de condições, ou seja, diferentes tipos de aderência do pneu.", diz Zrncevic. É nesse ponto que a arquitetura do Tourbillon se faz importante.

Tendo dois motores elétricos no eixo dianteiro, um em cada roda, o esportivo permite um controle preciso da tração nas quatro rodas e vetorização de torque, enquanto o V16 naturalmente aspirado e um terceiro motor elétrico enviam a potência para a traseira. Há o modo de condução chamado de Comfort, calibrado para oferecer segurança e estabilidade, que mantém a compostura mesmo quando o motorista exige potência significativa em condições de baixa aderência. O modo Sport amplia ainda mais o caráter do carro, com equilíbrio mais neutro. Ele oferece uma agilidade maior, que permite o motorista interagir com a superfície da estrada enquanto permanece amparado pelos sistemas subjacentes.



Ele também é equipado com o modo Track, que transforma os limites dinâmicos. Nesse modo, ele distribui o torque para a traseira, interpretando como um sinal para permitir maior derrapagem lateral e uma resposta mais divertida. Com a tração integral, o controle de tração e o ESC continuam a operar em perfeita harmonia. "O carro possui diferentes modos de condução e, claro, dependendo do que o cliente deseja, ele pode ser limitado de uma maneira completamente diferente. Assim, alteramos o equilíbrio do carro, a dinâmica do veículo, mas também os sistemas de segurança, abrindo ou fechando o seu alcance. O carro fica, portanto, preciso, conectado sem problemas ao acelerador e ao sistema de direção. Dessa forma, conseguimos manter a estabilidade, complementada de forma primorosa pela agilidade.", disse o Piloto-Chefe de Desenvolvimento da marca.

Para cada um desses modos de condução, a marca diz que há uma calibração diferente. Ao todo, uma equipe de 20 pessoas foi à Suécia no desenvolvimento do Tourbillon, tendo uma equipe central de seis que permaneceram durante toda a campanha. As equipes se revezarem em dois turnos e trabalhando nos finais de semana. "Esses testes foram extremamente exigentes. São muito importantes e muito gratificantes para a equipe. Adoramos este trabalho por tudo o que ele representa. É um privilégio excepcional. Nós realmente gostamos. Capturamos imagens antigas para nossas memórias, todas as anedotas inesquecíveis. Este trabalho é um sonho para todos os envolvidos.", adicionou o piloto da Bugatti.

Ao todo, a marca fala que o objetivo do programa de testes, sendo rigoroso e ao mesmo tempo primoroso, ajudou a tornar o Tourbillon um carro mais completo para os clientes. Apor fim, a marca francesa confirmou que os testes serviram para garantir que a mesma precisão expressa em seu design, no acabamento interno, no motor V16 naturalmente aspirado e na arquitetura híbrida avançada esteja presente também nas decisões invisíveis tomadas por seus sistemas de controle quando as condições se tornam mais exigentes – comprovando porque ele conquistou seu status e seu lugar na história automotiva, liderando o novo capítulo da Bugatti.





Vídeo-Teaser



Fotos: Bugatti / divulgação

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