Alpine revela o A110 Sculpture, que serve como teaser e antecipa terceira geração do A110
Alpine revela mais um teaser da nova geração do cupê A110 e mostra o A110 Sculpture, que antecipa um pouco mais das linhas do esportivo
A Alpine revelou mais algumas informações sobre a nova
geração do seu principal produto em linha, o A110. Com uma nova geração em vista,
o cupê esportivo vai se transformar em um modelo elétrico e deve ser lançado em
meados de 2027. Antes, no entanto, pode aparecer com prévia do modelo de
produção em um conceito. Mas, antes disso acontecer, a marca esportiva francesa
divulgou as primeiras imagens de uma escultura, chamada de A110 Sculpture, que
sugere uma visão artística da terceira geração do esportivo.
A terceira geração está em desenvolvimento e vai manter uma
filosofia de design que se aproxima do passado do esportivo. A marca deixa isso
bem claro com a postura de trazer as características da Berlinette original e
do A110 atual, mas conversando com a atual filosofia de design da marca. A
escultura estará no estande da Alpine durante o Salão do Automóvel de Paris,
que acontece na França, entre os dias 12 e 18 de outubro deste ano. Desenvolvido
a partir da inédita plataforma modular Alpine Performance Platform (APP),
antecipado pelo A110 Future Prototype (veja aqui), o novo A110 será elétrico.
Agora, a Alpine revelou mais detalhes do design da nova geração,
com uma escultura que esconde como se fosse um véu, a essência do design do novo
modelo. Ao mesmo tempo, a escultura aparece “em levitação que, além de sua
abordagem artística, é também uma ferramenta comumente utilizada por designers
em seus exercícios de pesquisa formal. Cobrir uma carroceria com um véu — em
vez de escondê-la — permite perceber suas proporções e intenções”, disse a
marca. O chamado véu azul captura um ponto de tensão no instante exato em que é
atingido pelo vento, sugerindo leveza e aerodinâmica.
Visualmente, a escultura antecipa que o A110 deve ganhar um design mais agressivo. Isso fica marcado pela dianteira que ganhará faróis mais afilados com os faróis de milha redesenhados e possivelmente recolocados como faróis principais. No modelo, estes faróis parecem trazer um formato em losango, lembrando um pouco o logotipo da Renault. Há vinco horizontal aparece entre os dois pontos de iluminação. A grade dianteira aparece logo abaixo e a entrada de ar inferior parece ter um formato trapezoidal. As laterais do para-choque parecem ter duas grandes entradas em ar.
O capô possui um desenho marcado por vários vincos. Pelas imagens, ele terá um par de vincos mais central que começa no início do capô e termina próximo do para-brisa – que continua no teto, criando uma área central um pouco mais baixa, o que a Alpine fala em formato em ‘V’. Acima dos faróis principais, parte dois pares de vincos. O mais interno cria um ressalto, enquanto o mais externo possui um vinco mais marcante que termina apenas nas colunas A do cupê. De perfil, o A110 Sculpture mostra que o A110 de terceira geração terá um desenho muito similar a primeira e segunda geração.
Isso fica bem claro pela linha de cintura que se estende da dianteira com perfil ‘nariz de tubarão’ até a traseira rebaixada, criando uma presença e elegância incomparáveis. A cabine possui o seu formato fluído de gota e encaixa-se “harmoniosamente entre as quatro caixas de roda particularmente musculosas e pronunciadas, destacadas pela cintura esbelta que se deixa entrever”, como descreve a marca em comunicado. O desenho dos vidros acompanha o arco do teto na parte superior e o desenho inferior deve ser mais reto. O teto em duas bolhas continua no desenho dos vidros, o que favorece a aerodinâmica.
A traseira, no entanto, não foi antecipada pela escultura. A nova geração antecipada pelo protótipo A110 Future conta com um layout de dois lugares e usa um sistema de bateria dupla que é dividido entre a dianteira e a traseira, combinado com uma tração traseira (RWD) graças a dois motores elétricos. Com uma arquitetura elétrica de 800V, a Alpine vai fazer com que ele distribua a energia na proporção de 25% para a dianteira e 75% para a traseira. Ele possui uma construção Cell-to-Pack (C2P ou célula integrada ao pacote de bateria) em dois níveis dentro de uma carcaça da bateria em alumínio fundido sob alta pressão.
Um sistema de gerenciamento de bateria centralizado e um chicote de conexão em alumínio completam o conjunto. A marca também confirmou que a nova geração foi projetada para agilidade e o uso intenso, se necessário. Usando um motor elétrico leve, ele será equipado com o sistema Active Torque Vectoring 2.0 (vetorização ativa de torque) desenvolvida pela Alpine e que atua com os dois motores elétricos traseiros. Eles são acionados por unidades ‘3 em 1’ que combinam os motores elétricos, inversores de 800V com tecnologia de carboneto de silício e uma arquitetura síncrona de ímãs permanentes, capazes de atingir rotações de até 21.500rpm.
O resultado é o controle preciso de instantâneo de cada roda, acompanhado de uma assinatura sonora específica gerada pelos próprios motores elétricos e uma capacidade de 400V. O esportivo equipado com os sistemas Active Torque Vectoring 2.0 e Wheel Slip Torque Control (controle de torque baseado no deslizamento das rodas) atuam na redução da subesterçagem na entrada e no meio da curva, gerenciando a transferência de carga e o torque durante a aceleração e a desaceleração. A marca também diz que ambos os sistemas integram um conjunto de controle mais amplo, abrangendo frenagem, direção e gerenciamento térmico e da bateria.
Isso é projetado para se adaptar às configurações de tração traseira (RWD) ou integral (AWD) da plataforma, caso essa última seja desenvolvida no futuro. Recentemente, a Alpine disse que, ao todo, já rodou o equivalente a 45.000km apenas em simuladores para o desenvolvimento do cupê. Mais detalhes devem ser revelados em breve.
Fotos: Alpine / divulgação

















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