GWM vai chegar com quatro marcas, fabricará elétrico e investimento de até R$ 10 bilhões


A Great Wall Motors (GWM) confirmou mais informações sobre a sua chegada no mercado brasileiro, o que vai acontecer dentro de alguns meses. Em apresentação na fábrica de Iracemápolis (SP), a marca chinesa confirmou que a produção vai começar em 2023 e que ainda em 2022 desembarca no Brasil, com plano de ter quatro marcas em nosso país. A GWM confirmou que todos os modelos vendidos no Brasil já serão eletrificados, o que indica que a marca vai apostar apenas em híbridos e elétricos puros. Outra informação é que a GWM vai apostar principalmente em utilitários esportivos e picapes, pelo menos por enquanto. Esses modelos ainda serão equipados com sistema de auxílio à condução autônomo de série. Por aqui, a GWM vai atuar com a Poer, Haval e Tank, pelo menor por enquanto. A Ora chega posteriormente e não temos informações sobre a chegada da Wey, apesar da mesma ter registrado imagens em patente no Brasil. Serão 10 modelos lançados dentro de três anos, sendo que o primeiro carro estreia no último trimestre de 2022, ainda importado. A Great Wall Poer chega em 2023 e os primeiros carros nacionais começam a ser produzidos a partir do segundo semestre de 2023. A fábrica tem passado por adaptações para ficar de acordo com os padrões da GWM e busca fornecedores. Hoje, a fábrica tem capacidade de 20.000 unidades ao ano, mas será expandida para 100.000 unidades dentro de três a cinco anos. A GWM quer começar contando com cerca de 60% de nacionalização das peças. Até 2025, a GWM ainda tem planos de investir R$ 4 bilhões, com a chegada do grupo ao país assim como em Pesquisa e Desenvolvimento. Entre 2026 a 2035, a GWM confirmou um investimento de R$ 10 bilhões focando ainda mais na linha de montagem e nacionalização de outros modelos. 



Cerca de 2.000 empregos serão gerados e a GWM espera faturar até R$ 30 bilhões até 2025. Outra novidade é que a GWM confirmou que quer desenvolver modelos Híbridos Flex, assim como fez a Toyota. Até o final de 2022, a GWM quer ter uma cobertura de 100% do mercado nacional com concessionárias, tendo 130 lojas em 112 cidades diferentes e divididas entre 25 a 30 grupos de distribuidores dentro de 18 meses. Um plano bem ousado. Tanto que a operação brasileira será a maior fora da China. A partir da fabricação aqui, a GWM quer exportar modelos para os mercados vizinhos, onde também tem planos de expansão. Outro ponto já confirmado é investimentos em pesquisa em universidades nacionais para o desenvolvimento de veículos com tecnologia de célula de combustível, mas usando etanol no lugar do hidrogênio. Aqui, os SUVs serão feitos a partir da plataforma LMN. Os carros ainda terão arquitetura eletrônica CFF, com conectividade com 5G, com atualizações remotas, viabiliza recursos de condução autônoma, interação por meio de voz, inteligência artificial e outros. Entre as opções de motor HEV estão o conjunto formado pelo motor a combustão 1.5 Turbo a gasolina e câmbio automatizado de dupla embreagem de 7 marchas junto de um motor elétrico de 50cv e 15,8kgfm. Juntos, os motores entregam 190cv e 38,2kgfm de torque ou o mesmo 1.5 Turbo Hybrid (um HEV, ou seja, um híbrido sem a necessidade de recarga das baterias) como a principal novidade. O carro desenvolve 243cv de potência e 54kgfm de torque, mas sem revelar dados da mecânica. Existe ainda uma opção ainda maior, com motor de 430cv e 77,7kgfm, mas que não é com o motor 1.5 Turbo. Os híbridos terão consumo entre 75km/l a 208km/l. Para os elétricos, a plataforma LMN possui até 85kWh de capacidade, fazendo uso de cobalto. Nesse caso, serão 5 opções de potência, variando entre 61cv nos modelos de entrada e vão até 272cv. 






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