Borgward confirma falência pela segunda vez e novamente volta a ser uma história

Borgward encerra oficialmente suas atividades e entra novamente para a história depois de tentar sucesso, no retorno que durou sete anos 



Foram sete anos tentando alcançar um sucesso que não veio. A Borgward, assim como aconteceu com a Qoros, também entrou com falência. Lançada em 2015 como uma marca alemã de capital chinês, a Borgward era uma aposta de retorno da marca que fez sucesso na década de 1950 com o Isabella. A empresa entrou com um pedido de falência nos tribunais chineses depois de não atrair consumidores para a marca, tendo que passar ainda por um processo de liquidar seus ativos.

A Borgward entrou em falência pela primeira vez em 1961, mas foi em 2014 que a Foton retomou a marca, juntamente com a BAIC. Em 2015, apresentou o seu primeiro veículo, que marcou seu retorno: o SUV BX7, produzido pela Foton, na China. Em 2019, a empresa viveu seu ápice, com 55.000 unidades vendidas, mas a pandemia pode ter ajudado a enterrar a marca, mas caiu para 8,7 mil unidades em 2020 e 3,6 mil unidades em 2021.

A falência da empresa seu deu por conta de dívidas que chegaram a 4 bilhões de yuans, acumuladas entre 2016 a 2018, e outros 4,7 bilhões de euros alcançados só em 2021. Com dívida total de 8,7 bilhões de yuans (US$ 1,27 bilhão), a empresa não conseguiu reverter a situação, segundo informações do Automotive News Europe. A falência foi decretada pelo Primeiro Tribunal Popular Intermediário de Pequim. Com investimento da Foton, até surgiu rumores de que a marca chegaria ao Brasil e na Argentina.

Também nessa época, a Foton cotava erguer uma fábrica em Guaíba (RS), onde surgiu rumores de que a chinesa poderia trazer a empresa ao Brasil e com produção local, junto aos seus caminhões. Em 2019, a Foton vendeu quase todas as suas ações para a Ucar. Desde o retorno da Borgward, a empresa sempre operou no vermelho. Isso provocou uma grande perda para a Foton no equivalente a 211 milhões de euros nos primeiros oito meses de 2018, elevando os prejuízos em 357 milhões de euros.



Diante disso, a marca decidiu vender a Borgward à Ucar, empresa de aluguel de carros, que adquiriu 67% das ações pelo equivalente a 524 milhões de euros. A marca apresentou quatro modelos desde que retornou, todos sendo utilitários esportivos. O primeiro foi o BX7, um SUV de médio-grande porte. Depois apareceu o BX5 em 2016 e o BX6, um SUV médio cupê, apareceu em 2018. Ainda em 2018, a Borgward apresentou a versão elétrica do BX7, o BXi7.

Em 2019 apareceu o SUV compacto chamado BX3, o menor dos modelos da marca, um SUV compacto, que nascia com a proposta de concorrer em um dos maiores segmentos do mundo, atualmente. Desde 2020 que o futuro da marca era incerto. Na Alemanha, a marca teria vendido apenas 100 carros em 2019. A Borgward só teve a unidade de Pequim, na China, mas a Borgward tinha planos de construir uma unidade e Bremem, na Alemanha, o que não se concretizou. Para 2020, a alemã tinha planos de vender 800 mil unidades de carros globalmente, se acordo com o planejamento da marca quando retornou.

Além da China, a Borgward operou em mercados como a Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Peru, Bolívia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Destes, foi bem apenas no Peru, Bolívia e Emirados Árabes. Deste junho de 2021 que a marca já estava à beira do colapso financeiro, mas conseguiu evitar, sem muito sucesso. Mais uma vez.





Fotos: Borgward / divulgação

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