Aston Martin confirma que não vai criar sedãs e abandona de vez projeto do Lagonda

Aston Martin confirma que não está interessada no desenvolvimento de sedãs e Rapide não deve ganhar um sucessor e muito menos existirá um novo Lagonda



A Aston Martin confirmou que parece não estar interessada no desenvolvimento de novos sedãs em sua linha. Atualmente apenas com cupês, conversíveis e um utilitário esportivo, a marca britânica deve continuar apostando nestes três segmentos. A empresa, que possui um histórico em perdas financeiras, quer primeiro se reerguer nos últimos anos. Tanto que também desistiu de criar um cupê superesportivo com motor híbrido, que era cotado para ser o concorrente da Ferrari 296 GTB/GTS (veja aqui), que deveria ser o Vanquish.

A marca, que tinha planos de criar uma subdivisão chamada de Lagonda, com novos produtos, também parece que foi desta para uma melhor. De acordo com as primeiras informações, os produtos dessa subdivisão seriam lançados como modelos elétricos e nem assim parece que eles se mantiveram nas pranchetas da Aston. De acordo com Lawrence Stroll, Presidente da Aston Martin, confirmou que a empresa lançará quatro novidades nos próximos 18 meses, mas que nenhum deles será um sedã de quatro portas, de acordo com informações que foram apuradas pelo site CarSales com o executivo.

Stroll confirmou que "a marca britânica de alto desempenho mais desejada e de luxo do mundo" não possui planos de apostar em uma carroceria de três volumes. Essa informação foi reforçada pelo Chefe de Estratégia de Produto e Mercado da Aston Martin, Alex Long. “Definitivamente nenhum sedã”, disse Long ao CarSales, acrescentando que a Aston está estabelecendo “objetivos elevados. Temos um objetivo muito ousado de criar a marca britânica de desempenho ultraluxuosa mais desejada do mundo. Estamos definindo objetivos muito elevados, especificamente para cada programa [de veículo], mas também para a marca em geral.”, adiciona.

“E há uma grande mudança radical – na confiança que há por trás da empresa agora, mas também na forma como a empresa obtém recursos.”, finaliza Long. A desistência de um sedã acontece pelo fato de que, investir em um, não se sustenta e que o plano estratégico da marca não precisa de um sedã para alcançar o sucesso que almeja. Além do DBX, a Aston Martin confirmou que seu desejo é investir em hiperesportivos de produção limitado, como aconteceu com Valkyrie e também vai acontecer com o Valhalla.

“Acho que se as pessoas pensarem na Aston Martin, historicamente, [ela está] nesta área, o GT. Mas, é claro, com os carros esportivos [como] Vantage até os SUVs de luxo com DBX e os carros com motor central, é isso que torna um negócio de luxo sustentável. [Agora] temos a capacidade de surfar diferentes tendências e ondas e também os ciclos de vida de todos os carros conforme eles vêm e vão.”, adiciona Long. O último resquício de um sedã da marca foi com o Rapide-E, a versão elétrica do sedã, antecipado como um protótipo – que também foi abortado pelos ingleses. 



Fotos: Aston Martin / divulgação

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