Retrômobilismo#62: Não é santo, é uma santa! Santa Matilde SM marcou os esportivos nacionais!


Quando o mercado fechou as portas dos importados em 1975, várias empresas nacionais começaram a ganhar destaque no Brasil. Lançado em 1978, o Santa Matilde SM chegava ao Brasil com visual bonito e original, era mais um fora-de-série nacional, que chegou a fazer relativo sucesso no país. O dono da "Sta. Matilde" era Humberto Pimental, diretor da marca. Sua filha, Ana Lídia foi que desenhou as belas curvas do SM, com capô longo, traseira curta e baixa, duas grandes portas e quatro faróis na dianteira, tinha carroceria de fibra de vidro, assim como grande parte dos esportivos nacionais da época, como a Puma e a Miura. Outro destaque do visual eram as luzes de direção triangulares, algo marcante do coupé.


Com 4,25 metros de comprimento, entre-eixos de 2,42 metros e 1,28 metro de altura, tinha personalidade e elegância, apesar do estilo básico do primeiro modelo acabaria permanecendo até o encerramento de sua produção, assim como a configuração mecânica, já conhecida por boa parte de admiradores de automóveis da época. O motor era do Chevrolet Opala, o 4.1, longitudinal, tração traseira, suspensão dianteira independente e traseira de eixo rígido. Tinha interior com muito luxo, como bancos e revestimento do teto em couro, direção assistida, ar-condicionado, controle elétrico dos vidros, pára-brisa laminado e degradê, abertura interna da tampa do porta-malas e o rádio/toca-fitas que inovava com a antena embutida, entre outros. O painel era completo, com conta-giros e manômetro de óleo.


Com amplo espaço interno interno, em 1980 já ganhava novidades. Além do motor 4.1 de 6 cilindros em linha, ganhava versões mais básicas com motores 2.5 a gasolina e outro 2.5 a álcool, ambos com turbocompressor. O motor 4.1 ganhava opção de câmbio automático. Tinha 129cv de potência e torque de 29kgfm de força, com velocidade máxima de 180km/h e aceleração de 0 à 100km/h em 12 segundos, enquanto o automático fazia a mesma prova em 14 segundos. Em 1981 ganhava rodas maiores, de 15" polegadas que substituíam as de 14" polegadas, além de freios a disco nas quatro rodas. Já a linha 1984 ganhava novo visual ao aderir novos para-choques dianteiro e traseiros mais largos e laterais mais envolventes e traseira reestilizada, mais alta, que deixava o coupé mais bonito.


Com o auge do álcool, a Santa Matilde também equipou algumas unidades do SM com o motor 4.1 a álcool, vindo da picape A10. Da alemã ZF, o SM ganhava direção assistida progressiva, que se tornava mais firme com o aumento da velocidade, se tornou o carro mais cara a venda na época, mais até que um Alfa Romeo 2300, que vinha com muito luxo. Ganhava a versão conversível, que tinha a opção de teto de lona ou teto rígido. Custava o dobro de um Opala Diplomata de 6 cilindros. Em seguida, manteve-se em linha até 1988, quando saiu de linha, sem saber quantas unidades foram produzidas e vendidas.


Fonte: Best Cars

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