Renault-Nissan-Mitsubishi discutem partes entre si e querem focar em sua eletrificação

Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi discute formas de fazer investimentos em veículos elétricos com o compartimento de tecnologia e maior sinergia entre as marcas 



A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi já esteve estremecida outras vezes e parece que se mantém estremecida enquanto debate sobre formas do seu futuro eletrificado. De acordo com informações, Renault e Nissan estão negociando como pode ser o futuro da aliança entre as empresas. Em comunicado, as empresas confirmaram que estão “engajadas em discussões confiáveis ​​sobre várias iniciativas”.

E parece que realmente estão bem engajadas quando o assunto é discutir entre si. Isso porque, entre uma das pautas estão a indiferença na balança na participação que uma empresa tem na outra. A Nissan quer que a Renault reduza a sua participação nas ações da marca japonesa e equivaler os 15% que a Nissan possui da Renault. A Mitsubishi, que corre por fora dessa briga, ainda estaria tendo interesse no desenvolvimento em conjunto de elétricos das duas outras empresas.

Recentemente, a Renault fechou uma parceria com a Geely para o desenvolvimento de motores a combustão, possivelmente a última geração de motores a combustão, de ciclo Otto. A nova parceria não agradou a Nissan, que também é parceria da Geely. Agora, a Renault destaca que as discussões são bilaterais entre Renault-Nissan e Geely. A Nissan ainda estaria apostando cerca de US$ 750 milhões na divisão de elétricos da Renault como moeda de troca para os franceses diminuírem sua participação na Nissan.

Outras discussões estariam relacionadas com o compartilhamento de conhecimentos e componentes para veículos, como plataformas e baterias, cruciais para o futuro das empresas. A partir do ano passado, começou a surgir os primeiros passos de um acordo de paz entre os membros do grupo. Na época, o Renault Group estudava a venda de ações que possui da Nissan por conta da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, a fim de conseguir mais caixa. Isso pode ainda demorar a acontecer, podendo se concretizar apenas no segundo semestre de 2023 e até lá é possível que essa medida de venda de ações nem se torne realidade.

É certo afirmar que a aliança terá que passar por algumas novidades. É possível que se tenha que por alguns ajustes e a Renault já deve conversar com a Nissan a fim de delimitar alguns pontos para o futuro. Caso os japoneses concordem, a Renault poderia arrecadar bilhões de dólares em troca de parte da participação que possui na Nissan.




Fotos: Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Renault, Nissan e Mitsubishi / divulgação

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