Renault quer (e vai) vender modelos de maior valor agregado no Brasil; e isso já acontece
Renault tem a difícil missão de abandonar compactos que outrora já fizeram a marca conhecida no Brasil com seu plano de ter modelos de valor agregado
Desde que a Renault confirmou que vai investir em produtos
de maior valor agregado, a marca francesa tem se mexido para tornar essa
realidade cada vez mais próxima. Para quem acredita que esse plano inclui
apenas os modelos nacionais, talvez não tenha percebido os esforços da marca em
lançar modelos importados. A chegada do Kwid E-Tech Electric, por exemplo, já
foi o primeiro movimento, apesar de muito sutil. Além deles, confirmou a
chegada de novos importados.
Entre as opções, Mégane, Kangoo e Master, ambos elétricos,
devem ser lançados aqui ainda neste ano. Esses primeiros movimentos da marca
agitam uma gama de importados que, por muitos anos, foi restrita ao Zoe e ao
Kangoo E-Tech Electric. O investimento na chegada de novos produtos, mesmo que
importados, é apenas um prenúncio do que devemos ver na linha de produção de
São José dos Pinhais (PR). Na unidade paranaense, a marca terá uma
reorganização a ser feita.
Os comerciais leves, por exemplo, serão transferidos para a
Argentina, na unidade de Santa Isabel, Córdoba. Com isso, as próximas gerações
de Oroch e Master abrem caminho para novos veículos. Os compactos Sandero e
Logan, que já ajudaram tanto a Renault a se popularizar aqui nos anos 2000,
devem se despedir. Isso indica que a marca também terá apenas o Kwid em uma faixa de preços abaixo de R$ 100.000. Aliás, o fim de linha deles também é mais uma prova de que a
empresa quer se distanciar dessa imagem de ‘filial da Dacia em terras
sul-americanas’.
Para o lugar da dupla, três novos SUVs devem ser produzidos
no Brasil. O primeiro deles é o projeto HFJ, que estreia entre o fim deste ano
e o ano que vem. Ele marca o início dessa transformação nacional. Isso porque o
modelo vai trazer não só a nova plataforma modular CMF-B, mas também uma nova
motorização com o 1.0 TCe e uma nova transmissão automatizada de dupla
embreagem DCT de 6 marchas, uma das caixas de câmbio mais modernas que existem e
que são bastante usadas na Europa.
O novo modelo também marca o início da eletrificação
nacional da linha, que ficará mais marcante só daqui alguns anos. Antes disso,
é esperado o lançamento de três novos modelos. Um SUV compacto, que substituirá
o Duster de segunda geração, um SUV médio de sete lugares e uma nova picape
intermediária que substitui a atual geração da Oroch (possivelmente com uma
nova geração). Esses três novos veículos recentemente foi assunto aqui no
Conexão Automotiva (veja aqui) e ajudarão ainda mais a francesa a se recuperar
no país, tanto com novos produtos, como também ajudarão com maiores ganhos.
Fotos: Renault / divulgação


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