Stellantis quer desenvolver um carro popular eletrificado no Brasil nos próximos anos

Stellantis demonstra interesse em desenvolver um ‘carro verde popular’, que pode aparecer dentro dos próximos anos; potencial com o Fiat Mobi?  



A Stellantis parece que deseja desenvolver uma nova linha de produtos eletrificados em nosso mercado dentro dos próximos anos, que serão produzidos em três fábricas: Goiana (PE), Porto Real (RJ) e a mais importante, Betim (MG), vão produzir produtos eletrificados, o que é chamado de ‘carro verde acessível’. Em entrevista com Antonio Filosa, Presidente da Stellantis América do Sul, destacou que o grupo ítalo-franco-americano tem potencial de desenvolver um compacto que possa ser ‘verde’ e ‘acessível’.

“Se tem alguém que pode fazer esse carro verde acessível, somos nós”, disse Filosa em entrevista ao Estadão. “Se a gente quer vender mais e produzir mais, tem de fazer isso aqui no Brasil e não importando carros. Temos de fazer com fornecedores brasileiros e não dando trabalho para fornecedores fora do País. Temos de fazer com pessoas nossas não só nas linhas de produção, mas também na parte mais qualificada da indústria, que é a engenharia, o desenvolvimento de tecnologia, produtos e inovação. As empresas que têm a coragem de localizar muitos componentes, de chamar fornecedores para abrir fábricas e produzir peças aqui, de ter engenheiros próprios.”, destacou.

“É preciso pensar no desenvolvimento nacional, ou seja, gerar melhoria da renda, maiores oportunidades para as pessoas e mais investimentos em tecnologia, inovação e fábricas. Acredito que isso deve ser feito, mas vai depender do governo. Precisa ser uma medida pensada para o Brasil, para se criar PIB adicional para o Brasil.”, disse Filosa. Ao que tudo indica, o grupo deve começar nacionalizando a simples eletrificação formada por um motor híbrido-leve de 48V (MHEV), que já está em uso na Europa em subcompactos e compactos.

No caso do Fiat Mobi, por exemplo, o hatch poderia usar o conjunto formado pelo motor 1.0 6v Firefly junto de um pequeno propulsor elétrico. Na ficha técnica, esse motor 1.0 desenvolve 70cv e 9,4kgfm de torque, atua com um pequeno motor elétrico e com uma bateria de íon-lítio de 11Ah. Esse motor precisaria passar por uma adaptação ao nosso mercado para ser oferecido aos compactos, como o motor que bebe gasolina/etanol. Ao que tudo indica, o motor aqui seria o mesmo que conhecemos, formado pelo 1.0 6v Firefly Flex, desenvolve 75/71cv de potência com torque de 10,7/10,0kgfm de torque quando abastecido com etanol/gasolina.

Ao ser perguntado se o que entendia como carro verde seria ligado ao etanol, Filosa respondeu: “Acho que o uso do etanol deveria ser promovido, mas seriam medidas do governo”, destacou. Ainda não se tem informações de como será o plano Mover do Governo Federal, mas muito provavelmente contará com incentivos ao desenvolvimento de carros Hybrid Flex. Elétricos, num primeiro momento, não devem ser beneficiados. Vale lembrar que já surgiu rumores de adaptar motores Flex para rodar apenas com Etanol, que rende mais e consegue ser mais econômico – além de menos poluidor.



Fotos: Fiat / divulgação

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