Citroën Ami foi confirmado para ser vendido no Brasil em 2023, mas legislação pode ter barrado
Stellantis confirmou a vinda do Citroën Ami ainda em 2023, mas subcompacto elétrico ainda não apareceu aqui, esbarra na legislação e lá fora já ganhou reestilização
A Stellantis confirmou no dia 27 de julho de 2023 que a
Citroën ia comercializar o Ami no Brasil e nos demais mercados sul-americanos. A
informação foi dita em comunicado e em um vídeo que contava com a presença do então Presidente
da Stellantis para a América do Sul, Carlos Tavares, e a então Vice-Presidente
da Citroën, Vanessa Castanho. Ambos os executivos já ganharam novas posições
dentro da Stellantis. O Ami foi apresentado pela marca francesa na
Europa em 2020 e se tornou popular por lá por ser uma boa opção de mobilidade
urbana.
Em um vídeo, os executivos, na época, andaram com uma
unidade do Ami no Polo Automotivo da Stellantis em Betim (MG), tanto no pátio como
dentro da fábrica. Subcompacto, o Ami é puramente elétrico e conta com um motor
de 8cv e uma autonomia de 80km. Com uma bateria de 5,5kW, que pode ser carregada
em tomadas de 110V ou 220V, ele recupera de 0 a 100% em menos de quatro horas. No
comunicado de 2023, a Stellantis e a Citroën confirmaram: “o Ami será
comercializado no Brasil e em diversos mercados da América do Sul. Todos os
detalhes dessa iniciativa única serão revelados em breve”, disseram na época.
Mas quais os motivos que travaram a possível vinda do Ami no
Brasil? A legislação. Tendo uma velocidade máxima de 45km/h, o Ami não poderia ser
enquadrado como um carro. Além da baixa velocidade máxima para rodar em algumas
vias, ele também não possui alguns equipamentos obrigatórios para carros, como os airbags. “Ele então poderia ser enquadrado como um quadriciclo?”, você me
perguntaria. Também não. Ele foge dos padrões de dimensões e de peso. Em peso,
só pode ser enquadrado como quadriciclo modelos com até 400kg ou até 550kg para
quadriciclos de carga. O Ami não é um modelo de carga e possui entre 471kg e 485kg.
Por aqui, a Citroën poderia vender o Ami de uma forma
diferente: uso indoor. O que isso significa? Que ele poderia rodar em locais
fechados e/ou privados como condomínios, clubes, hotéis, fazendas e outros por
exemplo. Assim, seria proibido seu uso em ruas e rodovias – além de não poder ser emplacado.
O site Autoo confirmou até mesmo que a Stellantis estaria atuando na capital Brasília
(DF) para achar alguma forma de encaixar o Ami na nossa legislação.
Aparentemente, sem muito efeito. E talvez, por isso, ele não foi lançado em
nosso mercado.
Ele pode desembarcar em mercados vizinhos, onde a legislação
pode ser diferente. Produzido na fábrica de Kenitra, no Marrocos. O Ami possui
2,410 metros de comprimento, 1,390 metro de largura e 1,520 metro de altura. O
comprimento é quase igual ao entre-eixos de um... Renault Kwid.
Vídeo
Fotos: Citroën / divulgação


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