Porsche inicia as entregas do 911 GT3 RS no Brasil depois de quase 12 meses do lançamento
Depois de quase um ano de pré-venda, Porsche iniciou as entregas do 911 GT3 RS no Brasil, que subiu de preço e agora começa em R$ 1.920.000
Foram necessários quase 12 meses para o início das vendas do
911 GT3 RS no Brasil. Não se sabe por que a Porsche demorou tanto. A marca
lançou a versão GT3 RS em agosto de 2022, mas as vendas começaram apenas em
agosto de 2023. Para fechar um ano faltou poucos dias. Em todo esse tempo, a
versão ficou em pré-venda no nosso mercado. O 911 GT3 RS foi lançado em
pré-venda no país por R$ 1.769.000 e um ano depois o preço do cupê agora subiu
para R$ 1.920.000.
A geração 992 do 911 começou a ser entregue aos seus
primeiros consumidores com o reajuste R$ 150.000 a mais. O grande diferencial
da versão GT3 RS é o motor 4.0 Boxer de seis cilindros, que desenvolve 525cv de
potência (15cv a mais que o GT3) com torque de 47,9kgfm. O câmbio é um automatizado
PDK, de dupla embreagem, de 8 marchas. Com esse conjunto, o cupê acelera de 0 a
100km/h em 3,2 segundos e aos 200km/h em 10,8 segundos, com máxima de 296km/h.
O motor 4.0 passou a contar com aço inox e que representa um peso 10kg menor
que o motor do modelo anterior.
Ele ainda traz um novo sistema de válvulas que trabalha
sempre para fornecer o melhor som no escape. Para ter 15cv a mais, o motor
recebe novas árvores de comando de válvulas com perfis de came modificados. O
sistema de admissão e um acionamento de válvula rígido foram trazidos do
automobilismo. Na mecânica, ele é equipado ainda com freios de pinça fixa
monobloco de alumínio, com seis pistões cada, e discos de freio com diâmetro de
408 milímetros são usados no
eixo dianteiro. Em comparação com o 911 GT3, os diâmetros dos pistões foram
aumentados de 30 para 32 milímetros.
Além disso, a espessura dos discos foi aumentada de 34 para 36 milímetros. O eixo traseiro continua a ser equipado com discos de freio de 380 milímetros e freios de pinça fixa de quatro pistões. Visualmente, o 911 GT3 RS se destaca por trazer elementos aerodinâmicos que são novos e funcionais. Ele ganha um aerofólio traseiro pescoço de ganso, maior que a asa do GT3. O aerofólio traseiro é formado por um aerofólio fixo e um elemento de aerofólio superior ajustável hidraulicamente. A borda superior do aerofólio traseiro é maior que o teto do cupê.
Na dianteira, ele possui um separador de ar dianteiro que divide a vazão de ar sobre e abaixo dele. Nas extremidades, ele ainda possui lâminas laterais que direcionam o ar para fora diretamente. A ventilação acima da caixa de roda dianteira é fornecida através de aberturas com persianas. Ele ainda possui um elemento vertical atrás das rodas dianteiras, no estilo do icônico 911 GT1 vencedor de Le Mans, reduzem a pressão dinâmica nas caixas de rodas dianteiras. Essas lâminas ajudam que o ar seja direcionado para a lateral do veículo. O ar do radiador posicionado centralmente flui através de grandes narinas na tampa frontal, no capô.
As aletas, no teto, direcionam o ar para fora, garantindo temperaturas de admissão mais baixas na parte traseira. Há ainda aberturas no painel lateral traseiro são usadas exclusivamente para melhorar a aerodinâmica e não para aspirar o ar de admissão. O arco da caixa de roda traseira também possui uma entrada e uma lâmina lateral para fluxo de ar otimizado e o difusor traseiro vem do 911 GT3, que foi levemente adaptado. Componentes como portas, asas dianteiras, teto e tampa dianteira, por exemplo, são feitos de polímero de fibra de carbono reforçado (CFRP).
O CFRP leve também é usado no interior, por exemplo, na estrutura dos assentos. O superesportivo se baseia na versão GT3 e ganha um radiador central, ao invés de três radiadores como nos últimos GT3 RS. Ele está instalado no porta-malas dianteiro. Isso permite ainda que o superesportivo tenha novidades aerodinâmicas no para-choque dianteiro, com aerodinâmica ativa. A versão GT3 RS agora começa a ser vendida normalmente junto com as demais versões do 911.
Fotos: Porsche / divulgação




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