Retrômobilismo#25: Um belo sedan que era atual e durou pouco tempo: eis o último DKW, o Fissore!


Bonito, atual e com o que tinha de mais atualizado na Europa. Apresentado no Salão do Automóvel de 1962 e com vendas inicias em 1964, o DKW Fissore era o mais luxuoso dos DKWs da época no Brasil. Com duas portas era um sedan bonito e sofisticado na época, à frente do Renault Dauphine um dos seus maiores rivais. A ampla área envidraçada era o principal destaque do Fissore, que tinha colunas estreitas, garantindo uma ótima visibilidade. Os 4 faróis prenunciavam aqueles 4 faróis que seriam introduzidos na linha 67 de Vemaguet e Belcar. Medindo 4,48m de comprimento, 1,62m de largura, 1,44m de altura e 2,45m de entre-eixos o Fissore tinha bom espaço interno perante rivais.


Com bom espaço interno, o Fissore levava até 6 pessoas com conforto, com opção dos bancos dianteiros serem individuais e reclináveis. Lançado oficialmente em Junho de 1964 com quase dois anos de atraso: o motivo era a demora do ferramental imperfeito, que moldava as chapas irregulares e exigia retoques com estanho. O motor era o conhecido 1.0 que rendia 60cv brutos (50cv líquidos) e um pequeno torque de 8,5kgfm de força, acoplado a um câmbio de 4 marchas. Um ano depois de seu lançamento o Fissore ganhava suas primeiras mudanças. Tratava-se da nova tampa do porta-malas que era mais alta e não chegava mais perto do para-choque traseiro, reduzindo o peso com chapas mais finas na seção traseira sem afetar a rigidez do sedan.


Em 1966 o Fissore ganhava mais mudanças, como o bocal do tanque de combustível que ficava escondido atrás da placa, diferente do modelo anterior, que era na lateral do modelo, além de luzes de direção (piscas) nas extremidades do para-choques, diferente do antigo que ficava logo abaixo do farol. Outras novidades era o pisca com retorno automático que durou pouco tempo depois do mal funcionamento, freios dianteiros a disco (primeiro nacional com freios a disco) e aquecimento interno. Em 1967 as mudanças se encerravam com uma nova traseira, que mudava os faróis, e uma nova grade, além claro, de receber uma tomada de 12V eram as últimas novidades da linha Fissore.


O Fissore era um carro caro. Custava cerca de 25% a mais que o Belcar, que em valores atuais seria cerca de R$115.000, mas claro que custava mais em conta. Em 1967 a Volkswagen compra a DKW. Porém, a Volkswagen disse na época que não iria acabar com a produção dos modelos da DKW no Brasil. Porém, um Novembro de 1967, toda a linha DKW, como Belcar, Vemaguet e o Fissore saíam de produção no Brasil. Mas a história do Fissore ficava conhecido por ser um carro enxuto, prático, de linhas sóbrias e elegantes e que oferece ampla visibilidade ao motorista e seu passageiro.


O fim do Fissore e de toda a gama da DKW em Novembro de 1967 marcaria o fim de umas primeiras marcas nacionais. Antes da compra da Volkswagen, a DKW iria apresentar no Salão do Automóvel a station do Fissore que seria mais sofisticada que a Vemaguet, com 4 portas e com porta do porta-malas que abria em duas partes, como o Peugeot 3008 atualmente. Vendeu 2.638 unidades em 3 anos de mercado. Pouco, mas para um carro que não tinha um motor potente para o tamanho do carro e caro, mas encantava com seu design, comparado ao seu principal rival, o Willys-Renault Dauphine, que tinha 4 portas e era mais barato, mas menos potente.


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