Lordstown entra em concordata e entra com processo contra a Foxconn pela situação

Fim de um sonho: Lordstown entra com pedido de falência nos Estados Unidos e processa a Foxconn, proprietária da fábrica que faria a picape elétrica



A Lordstown surgiu em meados de 2020 após a compra da fábrica da General Motors em Lordstown, em Ohio, nos Estados Unidos. A empresa adquiriu a fábrica que era responsável pela produção do Chevrolet Cruze e usaria o nome da cidade para a criação de uma marca de picapes elétricas, que teve o primeiro veículo com a Endurance. No entanto, assim como toda empresa startup, passou por períodos nada fáceis, ainda com uma pandemia que atrapalhou financeiramente a empresa. Isso a fez vender a fábrica para a Foxconn.

Gigante em termos de produção de eletrônicos, a empresa apostou na compra da fábrica com o intuito de dar caixa para a Lordstown enquanto a compra faria a empresa produzir a picape para a marca norte-americana. A produção começou, mas com uma série de problemas. Problemas estes causados pela má-qualidade de produção que a Lordstown afirma que a Foxconn fez. O que já não estava bom financeiramente, pior de vez. A empresa anunciou o seu pedido de concordata, movendo uma ação judicial contra a Hon Tai Technology Group e a Foxconn.

De acordo com a Lordstown, a Foxconn lhe causou danos materiais e irreparáveis. Por isso, abriu um processo abrangente de marketing e venda de todos os ativos relacionados com a produção da picape Endurance. A startup ainda confirmou que a Foxconn tinha assinado garantias contratuais de que produziria a Endurance por meio de uma joint-venture. Indo ao contrário do acordo, a Lordstown alega que a empresa que produziria a sua picape colaborou para destruir a empresa de má-fé, ao mesmo tempo que "alavancava recursos obtidos por meio da parceria para promover seus próprios interesses comerciais".



“Como um dos primeiros participantes da indústria de EVs, entregamos a Endurance, um EV inovador e altamente capaz com potencial comercial e de varejo significativo – e posteriormente nos envolvemos com a Foxconn em uma parceria estratégica e proposital para alavancar essa expertise em uma plataforma de desenvolvimento de EV mais ampla. Apesar de nossos melhores esforços e compromisso sincero com a parceria, a Foxconn intencionalmente e repetidamente falhou em executar a estratégia acordada, deixando-nos com o Capítulo 11 como a única opção viável para maximizar o valor dos ativos da Lordstown para o benefício de nossos stakeholders. Nós prosseguiremos vigorosamente com nossas reivindicações de litígio contra a Foxconn de acordo.”, disse o Presidente e Chefe-Executivo da Lordstown, Edward Hightower.

A queixa apresentada contra a Foxconn centra-se numa parceria estratégica, onde uma equipe de gestão firmou um acordo com a empresa para a produção da Endurance. "Continuamos confiantes de que um processo de venda ordenado e rápido maximizará o valor para nossos stakeholders e permitirá que o talento e a tecnologia por trás do Endurance encontrem uma nova e solidária propriedade. Enquanto no Capítulo 11, a Lordstown continuará a apoiar nossos clientes. Somos gratos pelo comprometimento e dedicação à nossa visão e aos nossos clientes, fornecedores e parceiros de negócios por acreditarem no Endurance e na evolução dos veículos elétricos.", adicionou Hightower.

A entrada de processo judicial da Lordstown busca maximizar o valor dos ativos da empresa e resolver eficientemente seus passivos contingentes por meio de um processo de reestruturação. Caso o processo seja favorável para a Lordstown, a empresa espera que o dinheiro de ressarcimento possa ser usado como trampolim para o desenvolvimento do seu próximo elétrico, acreditando em seu processo de reestruturação de falência. 



Fotos: Lordstown / divulgação

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