BMW confirma aumento de gastos com elétricos, mas manterá motores a combustão

BMW confirma um aumento nos gastos com modelos elétricos, mas confirma que não possui previsão sobre o fim dos motores a combustão



A BMW parece que vem buscando aumentar a quantidade de modelos elétricos em seu portfólio com a chegada orgânica de novos modelos. Cada nova geração de um modelo vem acompanhada de uma versão elétrica e isso já foi notado com as novas gerações de Série 4, Série 5, Série 7, X1 e X2, por exemplo, que deu vida a modelos i4, i5, i7, iX1 e iX2, respectivamente. Isso fez com que a marca alemã aumentasse seus gastos com modelos elétricos, ao mesmo tempo que a marca não sabe quando vai deixar de apostar em motores a combustão.

Esse investimento em modelos elétricos está mais rápido que o planejado pela marca há alguns anos e essa investida vem pelo desejo da marca em perseguir a Tesla, líder de vendas entre os modelos elétricos. O investimento principal vem para atender mercados como China, Europa e América do Norte. Hoje, cerca de 15% das vendas globais da marca são estritamente de elétricos (BEVs) e supera suas principais concorrentes, Mercedes-Benz e Audi, nas vendas de elétricos. O CEO da marca alemã, Oliver Zipse, confirmou aposta em tecnologias para reduzir as emissões de poluentes.

Para Zipse, no entanto, "não há nenhuma indicação de que o mundo esteja renunciando aos veículos com motor de combustão", disse em entrevista para a agência de notícias Reuters. O executivo da marca se recusou a dizer quando que a empresa vai deixar a oferecer produtos a combustão e adicionou que "ainda é muito cedo" para fazer uma afirmação dessas. “Nos EUA, por exemplo, o motor de combustão interna continua relevante, paralelamente ao crescimento da mobilidade elétrica, que vemos principalmente em estados como a Califórnia. Na China, o governo está promovendo a mobilidade elétrica, mas não há nenhuma possibilidade de proibir o motor de combustão. No Japão, a propulsão híbrida está em alta e há um alto nível de interesse em hidrogênio.”, adicionou Zipse.

O investimento em elétricos fez com que o lucro líquido da marca caísse 2,9% no segundo trimestre de 2023, de acordo com as expectativas de analistas. Apesar da queda no lucro líquido, houve lucros no segundo trimestre por conta de preços mais altos dos veículos. Isso trouxe um aumento de 11,3% nos lucros. Já o aumento no preço dos veículos veio por conta de custos mais altos na matéria-prima, destacou o Diretor Financeiro da BMW, Walter Mertl. No primeiro semestre de 2023, a marca notou lucro de 74 bilhões de euros e o lucro antes de juros e impostos (EBIT) do primeiro semestre totalizou 9,7 bilhões de euros. 

O relatório da empresa ainda destacou que gastos com Pesquisa & Desenvolvimento aumentaram em 15,4%, com foco em eletrificação e condução autônoma, enquanto despesas de capital foram 10,3% maiores. 



Fotos: BMW / divulgação

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