Até 2030, 60% das vendas da Stellantis devem ser de híbridos e com modelos de volume

Stellantis possui planos de vender 60% de híbridos e elétricos até 2030 no Brasil; primeira tecnologia será o híbrido-leve de 12V e depois será um híbrido-leve de 48V



Em 2023, a Stellantis confirmou a chegada da sua linha de eletrificados nacionais, chamados de Bio-Hybrid. O plano prevê o lançamento de modelos híbridos-leve de 12V ou 48V (MHEV), de híbridos plug-in (PHEV) e elétricos (BEV). No entanto, a chegada dessas tecnologias na linha de produção deve ser gradual. Até meados de 2030, no entanto, a Stellantis espera que 60% das suas vendas em nosso mercado já sejam de veículos eletrificados. Ao mesmo tempo, o grupo confirmou que as tecnologias devem ser adicionadas em veículos de volume.

De acordo com informações da revista Autoesporte, os primeiros produtos com a tecnologia Bio-Hybrid serão da Fiat, com produção em Betim (MG). A tecnologia padrão e que estreia primeiro é o sistema MHEV de 12V. Ele funciona como um novo dispositivo elétrico multifuncional, que substitui o alternador e o motor de partida. O equipamento é capaz de fornecer energia mecânica e elétrica, gerando torque adicional para o motor térmico. Ao mesmo tempo, ele gera energia elétrica para carregar a bateria adicional de lítio-íon de 12V, que opera paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo.

O sistema gera potência de até 3kW, garantindo melhor performance ao automóvel e redução de consumo de combustível – ou seja, uma potência de 4cv. O sistema deve trazer uma redução no consumo de combustível menor, mas que já deve contribuir nas médias de consumo dos veículos que serão equipados com o sistema. Além da Fiat, modelos da Peugeot e Citroën também devem receber a mesma mecânica, produzidos em El Palomar, na Argentina, e em Porto Real (RJ). Na época que a Stellantis apresentou as tecnologias Bio-Hybrid, o ex-Presidente da Stellantis para América do Sul, Antonio Filosa, disse que vai inserir a tecnologia em modelos de volume.

A segunda tecnologia que vai chegar ao mercado brasileiro são os Bio-Hybrid e-DCT, que possui dois motores elétricos. O primeiro deles substitui o alternador e o motor de partida. O segundo motor elétrico é maior e é acoplado à transmissão de dupla embreagem. A bateria é de lítio-íon de 48V, dando suporte ao sistema e alimentada pelos dispositivos. Posteriormente chegará a tecnologia Bio-Hybrid Plug-in e por fim o Electric. O planejamento é que a Stellantis crie antes uma cadeia de fornecedores no Brasil para abastecer as linhas, o que deve estender um pouco o cronograma de lançamentos.

"O governo não dará incentivos para a compra de veículo a etanol, ele interpreta que o flex já desempenha este papel de descarbonização. De qualquer forma, acreditamos que este combustível pode reduzir de forma mais rápida as emissões de CO2 na atmosfera", disse Filosa na época, em entrevista ao site Automotive Business. O grupo também estaria trabalhando no desenvolvimento de um motor a etanol com tecnologia Bio-Hybrid como um agente de redução de emissões. Falando em motores, as tecnologias devem ser aplicadas primeiro nos motores turbo, seja o Turbo 200 ou seja o Turbo 270 – o que já identifica quais modelos vão receber a tecnologia Bio-Hybrid nos próximos anos. 



Fotos: Stellantis / divulgação

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