Dodge quase desenvolveu uma nova geração do Challenger com plataforma Giorgio

Dodge quase desenvolveu uma nova geração para o Challenger com a plataforma modular Giorgio, a mesma do Alfa Romeo Giulia, mas desistiu



A Dodge enfim confirmou o fim de linha do Challenger, que deixa de ser produzido ainda neste ano de 2023. O cupê sairá de cena junto com o Charger. Mas antes do fim de linha do cupê apresentado em 2008, a Dodge Challenger quase ganhou uma nova geração no meio do caminho nestes quase 15 anos de mercado.

A informação foi confirmada pelo CEO da Dodge, Tim Kuniskis, que confirmou que a marca chegou a estudar uma nova geração com a plataforma modular Giorgio. De acordo com o executivo, a decisão tinha sido apresentada em 2014, quando a ainda FCA fez uma apresentação para seus investidores sobre a possibilidade, mas o investimento seria muito alto para fazer com que os dois Dodges fossem equipados com uma nova geração.

“Na plataforma Giorgio, teríamos acabado com um carro que, francamente, seria mais leve, teria um comportamento melhor, teria feito muitas das coisas que as pessoas diziam que éramos meio retardatários para a competição. Mas analisamos e dissemos: 'Podemos fazer isso, mas se fizermos isso, vamos competir de frente com o Mustang e o Camaro.' E, francamente, esses são ótimos carros. São carros fantásticos. Por que iríamos querer lutar com eles em sua caixa de areia? Vamos ficar em nossa caixa de areia e ser totalmente diferentes deles, ir para a esquerda quando eles estiverem indo para a direita e tentar dominar esse espaço.”, disse Kuniskis ao Autoline



O não lançamento de uma nova geração do Challenger fez com que Sergio Marchionne, já falecido e ex-CEO da então FCA, fizesse novas adaptações na plataforma atual do cupê. Tanto que, em 2014, a Dodge apresentou a reestilização do Challenger com mudanças visuais, o que ficou conhecido como a reestilização de meia-vida desta geração. Depois, ele foi ganhando pequenas atualizações.

“É muito difícil – quero dizer, é muito difícil – mudar a silhueta do Challenger e criar algo melhor. Então, sim, fizemos alguns ajustes, passamos de um '70 para um '71, e mudamos alguns capôs, e algumas rodas, e fizemos o corpo largo, e fizemos essas coisas, mas para realmente mudar o silhueta do carro, estaríamos gastando dinheiro apenas por gastar dinheiro.”, adiciona Kuniskis.

Já o Challenger tinha mais tempo de mercado e que poderia se manter com a mesma base. “Se você olhar para 2014 e 2015, eles realmente são um pouco diferentes. Se você colocá-los um ao lado do outro, o 15 parece significativamente mais leve, significativamente menor. Não é, mas parece mais justo, menor, um pouco mais atlético. Tínhamos um que era revolucionário e mostramos aos revendedores, e acabamos não avançando com ele porque, novamente, seria gastar dinheiro apenas por gastar dinheiro. Não ia mover a agulha.”, disse sobre o sedã.



Fotos: Dodge / divulgação

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