Ferrari revela mais um teaser do seu primeiro elétrico, confirma nome Luce e mostra interior

Ferrari confirma em teaser o nome Luce para seu primeiro modelo elétrico e revela interior do modelo, que será uma das maiores novidades deste ano de 2026 



Dois mil e vinte e seis. Este é o ano que a Ferrari vai apresentar o seu primeiro modelo puramente elétrico, para o total terror dos puristas da marca. O modelo já está em desenvolvimento há alguns anos e foi antecipado há poucos meses como ‘Ellectra’. Agora, podemos chamar este modelo de Luce. Isso porque este é o nome oficial que a marca escolheu para o seu novo modelo esportivo, que deve ficar posicionado abaixo do Purosangue. Além disso, já temos todos os detalhes do interior.

A Ferrari definiu o nome Luce como uma filosofia onde “a eletrificação como meio, não como fim; uma era em que design, engenharia e imaginação convergem para criar algo que antes não existia”, disse a marca em comunicado. O nome Luce quer retratar algo simples, puro e evocativo. Essa nova estratégia de nomenclatura representa uma adição significativa à linha da marca ao aliar tradição e inovação. Em um evento que aconteceu em São Francisco, Califórnia, Estados Unidos, a Ferrari e a LoveFrom (coletivo criativo fundado por Sir Jony Ive com o designer Marc Newson, que colabora com a Ferrari há cinco anos em todas as dimensões do design do novo carro), mostrou o interior do Luce.

De acordo com a Ferrari, o interior do Luce quebra com paradigmas que a marca tinha com seus interiores, com um carro que “honra a herança lendária da Ferrari, ao mesmo tempo que desafia as convenções e reinventa cada detalhe, desde os materiais e a ergonomia até a interface e a experiência geral do usuário”, disse a marca em comunicado. A identidade visual do interior do modelo elétrico é parte de uma filosofia que encontra artesanato e o design de vanguarda. Desenvolvido no Centro de Estilo da Ferrari de São Francisco, o interior do Luce foi desenhado na liderança de Flavio Manzoni.



Criado para ser simples, o painel do Luce quer criar um ambiente de calma, concentração e amplitude. Enquanto o interior era desenhado, a marca italiana trabalhou também no desenvolvimento de software e hardware. Com isso, a arquitetura física e o comportamento da interface são harmoniosos com elementos essenciais como quadro de instrumentos, console central e central multimídia sejam independentes e organizados em torno das entradas (controles) e saídas (displays). Cada componente foi projetado e desenvolvido com a mesma atenção e precisão, de forma discreta e funcional, a fim de trazer um design tecnológico.

A Ferrari também confirmou que o interior do Luce foi pensado no processo de produção, onde ele foi cuidadosamente planejado com a aplicação de tecnologias de fabricação sofisticadas para garantir que cada material seja apresentado em sua forma mais nobre. Em busca de uma autenticidade, a marca confirma que as linhas, apesar de simples, trazem materiais refinados e de qualidade. Selecionados para manter a durabilidade e a integridade, o interior possui materiais em alumínio com usinagem de precisão, com componentes projetados para valorizar a qualidade e a beleza do material.

O alumínio é uma liga 100% reciclada, meticulosamente usinada a partir de tarugos sólidos utilizando tecnologia CNC avançada de 3 ou 5 eixos, e posteriormente submetida a um processo de anodização de última geração. Esse tratamento cria uma microestrutura hexagonal ultrafina na superfície, garantindo resistência e dureza excepcionais, além de uma microtextura refinada. Nos componentes que usam vidro, a Ferrari confirma o uso do material Corning Gorilla Glass, fresado com precisão, que é durável, resistente a riscos e oferece alta visibilidade. Assim, o interior do Luce é uma síntese de artesanato meticuloso, respeito pela tradição e inovação inteligente.



O desenvolvimento do interior do Luce com a LoveFrom ajudou a Ferrari a ter um produto que possa priorizar a experiência tátil dentro do carro, com uma maior clareza e a interação intuitiva. Para isso, o Luce não possui um interior com controles apenas por comandos touchscreen e aposta em uma experiência física. “Contrariando a ideia convencional de que carros elétricos devem ser dominados por grandes telas sensíveis ao toque, muitos dos controles do Ferrari Luce são mecânicos e projetados com precisão para serem intuitivos e satisfatórios, tornando cada interação mais simples e direta”, disse a Ferrari em comunicado.

A proposta é oferecer um interior mais próximo aos carros clássicos da Ferrari, inclusive com um parentesco com os carros de Fórmula 1. Começando pelo volante, ele possui um volante que faz uma homenagem clara à rica herança deixada pelos esportivos da marca no século passado, de volante Nardi (com materiais em madeira e visto nos esportivos das décadas de 1950 e 1960), com três raios e uma estrutura em alumínio exposto, evidenciando a resistência e o acabamento do material. Feito em 100% alumínio, a liga é desenvolvida especialmente para o Luce e conta com resistência mecânica e uma qualidade de superfície excepcional para o processo de anodização.

O volante possui 19 peças usinadas em CNC e pesa 400 gramas a menos que um volante padrão atual. As setas de direção são acionadas pelo volante, com um botão de cada lado que se deseja virar. Cada botão foi desenvolvido para proporcionar a combinação mais harmoniosa de feedback mecânico e acústico. O quadro de instrumentos possui controles inspirados em elementos automotivos históricos com grafismos claros e objetivos inspirados na aviação como aeronaves e helicópteros. Os displays são projetados para se assemelhar a instrumentos analógicos, proporcionando uma sensação de familiaridade e interação tátil, apesar de serem todos digitais.



A missão do quadro de instrumentos é mesclar entre o clássico e o moderno, com cada display comunicando informações de maneira clara e visualmente legível. Sobre os grafismos, a Ferrari confirmou que eles foram desenhados em favor da clareza e a elegância dos mostradores de instrumentos históricos, os da Veglia e da Jaeger das décadas de 1950 e 60. Com base em décadas de experiência em design relojoeiro, a equipe buscou alcançar uma clareza semelhante à de um relógio. Inspirado nos relógios analógicos, os designers de interior buscaram desenhar o interior com elementos de controle e displays intuitivos como um relógio.

Os gráficos são propositalmente minimalistas e claros, permitindo que os motoristas obtenham informações essenciais de forma rápida e fácil, mantendo a atenção na estrada. Chamado de Binnácula, o quadro de instrumentos ainda apresenta uma característica especial. Ele se move junto com o volante no ajuste de altura. Isso otimiza a visão do motorista, com o quadro de instrumentos montado na coluna de direção, com duas telas OLED sobrepostas que oferecem gráficos nítidos, cores vibrantes e contraste infinito para uma experiência visual sem precedentes. Há a combinação de elementos digitais e analógicos que trazem essa sensação de passado que o interior do modelo que trazer aos seus ocupantes.

O design dos elementos gráficos do quadro de instrumentos exigiu a colaboração dos engenheiros da Ferrari com os engenheiros da Samsung Display para o desenvolvimento de um painel OLED ultraleve e ultrafino. Há três grandes recortes que revelam estrategicamente as informações geradas por uma segunda tela atrás do painel superior, criando uma fascinante profundidade visual que cativa o olhar. Cada uma das três aberturas é protegida por uma lente de vidro transparente, aprimorando ainda mais a sensação de tridimensionalidade. Cada um destes elementos é circundado por anéis de alumínio anodizado que confere um equilíbrio perfeito no estilo da estrutura de todo o painel de instrumentos.



Já a central multimídia é montada a partir de uma junta esférica que permite que a tela seja móvel para o motorista, passageiro ou possa estar reta. Aumentando a ergonomia, a Ferrari desenvolveu esse padrão de tela para melhorar a experiência do usuário. Esse controle da tela pode ainda contribuir com a melhor leitura das informações da central. A tela também possui o Multigraph na tela, com os controles físicos que se movem junto à tela. Essa ‘obra-prima da engenharia’, como diz a marca, apresenta um mecanismo exclusivo com três motores independentes que movimentam os ponteiros de forma autônoma.

Três ponteiros de alumínio anodizado deslizam sobre um mostrador minimalista protegido por vidro Corning Gorilla Glass. Um sistema de controle eletrônico avançado confere ao Multigraph quatro modos – relógio, cronógrafo, bússola e controle de largada. Ao todo, a marca confirmou que existem três telas no interior do Luce. Há o quadro de instrumentos, a central multimídia e uma terceira tela para os ocupantes da segunda fila de bancos. Todas foram projetadas para oferecer clareza e funcionalidade, ou seja, a equipe dedicou seu tempo para a organização das entradas (controles) e saídas (displays), tornando a experiência do usuário intuitiva e fácil de navegar.

Para isso, uma nova tipografia personalizada e discreta foi desenvolvida para a interface e a identidade de voz tipográfica coerente, inspirado na tipografia histórica da Ferrari e na tipografia da engenharia italiana. Para ligar o Luce, a Ferrari confirmou que o elétrico foi criado para expor uma experiência teatral e memorável ao ser ligado, com o acionamento da chave física em Corning Gorilla Glass, o primeiro vidro automotivo projetado para oferecer durabilidade superior e resistência a riscos, com um visor ‘E Ink’ especialmente desenvolvido que consome energia apenas durante as mudanças de cor, devido às suas propriedades biestáveis.



Esta implementação de um visor 'E Ink' representa uma inovação inédita no setor automotivo. Ao inserir a chave em seu encaixe no console central, inicia-se uma sequência coreografada onde a cor da chave muda de amarelo para preto à medida que se integra à superfície de vidro do console central. Após isso, o quadro de instrumentos e a central multimídia ligam simultaneamente, aumentando a experiência e sinalizando que o Luce está pronto para partir. Por fim, a marca desenhou uma alavanca de câmbio com a técnica da Corning Gorilla Glass. No console central, o seletor do câmbio automático é funcional, resistente e elegante, fabricado a partir de processos de produção de vidro inéditos, nunca incorporados ao design de interiores automotivos.

Para atingir o nível de precisão exigido pela Ferrari, lasers foram usados ​​para criar minúsculos orifícios no vidro, com metade da espessura de um fio de cabelo humano, para depositar a tinta dos gráficos com perfeita uniformidade. O Gorilla Glass foi projetado para oferecer durabilidade superior à superfície, além de melhor resistência a impactos e arranhões do que o vidro convencional, e é utilizado no painel de controle, no painel de instrumentos e na superfície do console central. Enquanto a marca ainda comenta sobre o interior do Luce, o modelo segue rodando em testes.

Com estimativa de custar cerca de 550.000 euros, o Luce pode ser ainda mais caro que o Purosangue. Falando no Purosangue, ainda é cedo para afirmar qual o tipo de carroceria do Luce. Por vezes, ele parece um SUV, as vezes um crossover, por outros ângulos parece uma shooting brake ou até mesmo um gran turismo. Estes detalhes só devem ser revelados dentro dos próximos meses. 











Fotos: Ferrari / divulgação

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