Retrômobilismo#16: Um dos sucessos da Wilys, a F-75 viveu a fase "Willys" e "Ford"!


Assim como a Rural Willys, a marca Willys-Overland tinha a sua picape, para combater a Chevrolet Brasil e a Ford F100. A picape saiu 5 anos depois da Rural, que era lançada em 1956. Lançada em 1961, a Willys Pickup, ganhou outros nomes no país, como Jeep Pickup e o mais conhecido, Willys F-75. Feita sob a estrutura da Rural, a F-75, tinha entre eixos maior, suspensão recalibrada e chassi com 5 travessas, super reforçado para poder transportar  cargas, era a preferida pelos agricultores. Oferecida pela Willys com caçamba de lata  ou caçamba de madeira (geralmente era o modelo comercial [carroceria tipo plataforma e grades com maior área para cargas]), com versões 4x2 e 4x4.


Fabricada em São Bernado do Campo (SP), na mesma linha de montagem da Rural, a F-75 tinha o mesmo motor da irmã mais velha, o 2.6 V6 que rendia 90CV de potência, acoplado a um câmbio manual de 3 velocidades, tinha visual bem mais moderno que as rivais, que eram mais arredondadas e com visual da década de 40/50. Transportava 750kg de carga e em 1962 foi lançada a versão com chassi longo e com reforços estruturais, que poderia levar até 1.000kg na caçamba. Também em 1962 chegou a F-85, que foi muito usada no Exército, Marinha e pelos Fuzileiros Navais.


Entre as maiores mudanças estava o para-choque dianteiro reforçado, grades protetoras nos faróis, guincho mecânico, gancho para reboque na traseira e pára-brisa rebatível. Uma capota de lona eliminava o teto e não tinha portas. Também tinha a versão de transporte de pessoas, que podia levar 10 ocupantes, onde alguns foram equipados com metralhadoras, outros com canhões, ganhando um curioso apelido: "cachorro louco", por ser valente e muito bruta nos serviços prestados, foi o modelo mais utilizado nessa área, substituindo as velhas picapes Dodge da segunda guerra mundial, esteve presente em quase todos os exércitos brasileiros.


Sem mudanças, a Willys F-75 permaneceu a mesma até o final de carreira, mas tinha mudanças no ano de 1968, como o motor, mais potente. O novo motor também seguia os passos da Rural, um 3.0 V6 que rendia 110CV de potência, mudança que viria novamente em 1975 com o motor 2.3 de 4 cilindros que rendia novamente, 90CV movido a gasolina era o mesmo motor usado pelo Maverick nos difíceis tempos da crise do petróleo. Em 1980 o modelo usava motor a álcool, o mesmo 2.3 que rendia 90CV. Comprada pela Ford em 1968, a Willys ia saindo do mercado aos poucos, junto a Rural, Jeep Willys e a F75 foram os únicos modelos da Willys que conseguiram permanecer no mercado. Foi rebatizada de Ford F75, como é possível ver na foto abaixo, com placa da Ford.


Sucesso de vendas, de 1963 à 1981 foram vendidas 161.726 unidades, sendo um dos modelos mais vendidos da marca, em seu melhor ano no Brasil, em 1975, foram vendidas 22.216 unidades da picape, colocando em 9º na geral, atrás da Chevrolet C10 por apenas 1.857 unidades. Sucesso de mercado, principalmente no Exército Brasileiro, a Willys-Ford F-75 hoje está nos museus do Exército, ou na mão de colecionadores. Também pudera. É fácil de encontrar a picape, já que vendeu mais de 165.000 unidades desde seu lançamento e por longos 18 anos de produção. Saiu de linha porque a Ford já não achava interessante produzi-la mais, pois existia veículos mais modernos, econômicos  e eficientes.

Foto: Quatro Rodas

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