Google registra imagens de patente de um sistema de condução autônoma nos EUA
Google registra imagens de patente de um sistema de condução autônoma que assume o controle do veículo quando o motorista se colocar em situações de risco
A Google parece estar interessada no desenvolvimento de um
sistema de condução autônoma (AD) para veículos. O sistema foi registrado em
patentes no United States Patent and Trademark Office, o USPTO, podendo indicar
que a gigante da tecnologia pode expandir sua parceria com a Waymo. A Waymo
nasceu em 2009 pelas mãos da própria Google dentro de um laboratório chamado de
X Labs, mas desde meados de 2016 a startup ganhou uma vida independente. Agora,
a sua genitora pode se tornar sua parceira.
O registro de patente diz que a tecnologia se relaciona à
identificação e correção de comportamentos anômalos dos motoristas. O sistema
conta com diversas operações de direção que podem ser avaliados em diferentes escalas
de tempo e distâncias percorridas. “O sistema detecta erros de direção e
manobras inadequadas, que são avaliadas por um sistema de assistência ao
motorista integrado e comparadas a um modelo de comportamento esperado. O
resultado dessa comparação pode ser usado para alertar o motorista ou para
tomar medidas corretivas imediatas. Também pode ser utilizado para treinamento
em tempo real ou offline, ou para calibração de sensores”, disse a patente.
“O modelo de comportamento pode ser específico para cada
motorista ou um modelo nominal baseado em informações agregadas de vários
motoristas. Essas abordagens podem ser aplicadas a motoristas de veículos de
passeio, ônibus, caminhões de carga e outros veículos”, adiciona. Em tese, a
condução autônoma avalia informações sobre a operação do veículo pelo condutor
ao longo do tempo, incluindo a comparação de ações específicas com um modelo de
comportamento do condutor que é armazenado internamente. O modelo pode se basear em ações passadas
e hábitos de condução do condutor ao longo do tempo, como em um trajeto para a casa
ou para o trabalho.
O sistema deve trazer diversos sensores para obter informações sobre o ambiente externo do veículo, que podem ser utilizadas por um pacote ADAS embarcado ou outro sistema capaz de operar o veículo em modo de condução semiautônoma. O sistema também conta com um radar Lidar instalado no teto, bem como câmeras, unidades de radar, sensores infravermelhos e/ou acústicos. Para contribuir, ele possui um sensor próximo da grade dianteira e mais duas unidades de radar Lidar, sendo uma do lado direito e outro do lado esquerdo no para-lama dianteiro. Um outro radar deve ser visto na traseira, podendo ser no para-choque traseiro.
Assim como as unidades de sensores, cada sistema pode contar com um sensor de carga que inclui um ou mais sensores, como o Lidar, radar, câmera (por exemplo, óptica ou infravermelha), acústicos (por exemplo, microfone ou sensor tipo sonar), inerciais (por exemplo, acelerômetro, giroscópio, etc.) ou outros sensores (por exemplo, sensores de posicionamento, como o GPS). Embora certos aspectos da presente invenção possam ser particularmente úteis em relação a tipos específicos de veículos, o veículo pode ser qualquer tipo de veículo, incluindo, entre ele automóveis, caminhões, motocicletas, ônibus, veículos recreativos e outros.
A tecnologia registrada na patente pode ser aplicável a sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS) e outros sistemas capazes de fornecer pelo menos autonomia parcial em um modo de condução autônoma. Existem diferentes graus de autonomia que podem ocorrer para um veículo operando em um modo de condução parcialmente autônoma, que vão do Nível 1 ou Nível 5. O software da condução autônoma é gerenciado por um ou mais processadores, além de memória e outros componentes tipicamente presentes em dispositivos de computação de uso geral. A memória armazena informações acessíveis pelos processadores.
A memória é um meio não transitório, como um disco rígido, cartão de memória, disco óptico, unidade de estado sólido, segundo o USPTO. Os sistemas podem incluir diferentes combinações dos itens anteriores, em que diferentes porções das instruções e dos dados são armazenadas em diferentes tipos de mídia. Os processadores podem ser quaisquer processadores convencionais, como CPUs disponíveis comercialmente. Alternativamente, cada processador pode ser um dispositivo dedicado, como um ASIC ou outro processador baseado em hardware. A Google não confirmou até o momento como o sistema deve ser desenvolvido – e nem quando e se isso vai acontecer.
Foto: Zeekr / divulgação
Patentes: United States Patent and Trademark Office – USPTO / reprodução

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