Yugo quer retornar ao mundo e revela teaser de um novo hatch para suceder o 45
Yugo ensaia um retorno e revela a primeira imagem teaser de um compacto que pode aparecer nos próximos anos, caso projeto dê certo
Aparentemente várias marcas estão voltando do mundo da
história para quere voltar a ser uma realidade, o que é ótimo. Foi o caso recente da Spyker,
que conseguiu voltar dos mortos para lançar um novo superesportivo. É um
caminho similar que a Yugo quer fazer, mas se manter como uma marca de
compactos. A primeira imagem teaser divulgada pela marca em seu site mostra um
hatch compacto que aparenta ser uma nova geração para o 45, hatch compacto mais
conhecido da marca e que chegou a ser considerado “o pior carro do mundo”.
O hatch possui proporções semelhantes à carroceria do 45 (última
imagem) e aparece coberto com uma capa prateada. Mesmo assim, ele possui uma
carroceria em cunha e um capô mais curto, enquanto a traseira possui novamente
uma semelhança com o modelo do passado. A Yugo recentemente passou a ter seus
direitos transmitidos ao professor de marketing alemão Dr. Aleksandar Bjelić e
pelo designer sérvio Darko Marčeta, que adquiriram o direito da marca e já
trabalha no retorno da empresa. A promessa é que o primeiro carro funcional da
Yugo apareça em meados de maio de 2027.
Ao mesmo tempo, apresentou o novo logotipo da marca, que traz o ‘Y’ separado ao meio representando dois caminhos. A marca quer manter a sua proposta tradicional, que é oferecer produtos acessíveis que tragam o essencial. Em seu perfil no LinkedIn, a Yugo deixa bem claro isso: “Enquanto grande parte da indústria caminha para mais tecnologia, mais recursos e mais complexidade, a Yugo adota deliberadamente uma abordagem diferente: a redução ao essencial — sem sacrificar a relevância. Não é um produto barato, mas tem um posicionamento claro. Não é sobrecarregado, mas sim projetado de forma inteligente e acessível”.
A empresa ainda destaca que quer atender as necessidades do público real, apostando num mercado mais racional como a Dacia faz na Europa hoje. “Em um mercado cada vez mais impulsionado pelo posicionamento de alto padrão e pelo excesso de tecnologia, a Yugo atende ao que muitas vezes é ignorado: as necessidades reais de um público amplo. Porque a questão fundamental não é apenas o que é tecnologicamente possível – mas o que é verdadeiramente útil, utilizável e relevante para as pessoas”, conclui a empresa. Focada num pensamento sistêmico, onde a escalabilidade e a relevância podem se encontrar, a Yugo quer atender aqueles consumidores que acreditam que os carros encareceram demais.
Na mesma publicação, disse que os representantes da marca iriam ao Salão do Automóvel de Xangai, possivelmente atrás de pontos-chave inclusive para o futuro da Yugo como marca. Entre eles, questões de software, direção autônoma, inteligência artificial e cockpits inteligentes, além das baterias. Essas contam cada vez mais com novas composições químicas de células e autonomias que variam de 800km a 1.000km, dependendo do produto. Não deve ser o caso da Yugo, pensando no mercado mais acessível. Mas a busca pelos chineses como parceiro pode ser meio caminho andado para o retorno da marca.
Outro ponto citado pela empresa na publicação está na velocidade de desenvolvimento, com veículos desenvolvidos em tempos cada vez mais curtos e com maior escalabilidade. Também foi dito que a China é grande parte da globalização, destacando que não se trata mais de "produzir para a China", mas sim de "projetar a partir da China para o mundo". Isso pode nos dar uma prévia de que a empresa pode desenvolver um hatch elétrico que pode ser produzido na China? É uma possibilidade. Mais detalhes devem ser divulgados nos próximos meses.
Fotos: Yugo / divulgação


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