Retrômobilismo#72: A expansão da Miura, fabricante de fora-de-série, chegava com o Targa e o Spider


A gaúcha marca de carros fora-de-série Miura, com sede em Porto Alegre (RS) começava a se expandir no mercado brasileiro em 1982 com a chegada do Targa, modelo que era mais uma opção no portfólio da marca que já vendia o Sport na época, desde 1977. O Targa era menor, mas tinha o mesmo design agressivo do Sport. Os faróis, por exemplo, também era escamoteáveis e trazia muitas linhas retilíneas. O Targa usava chassi tubular de aço, feito pela própria Miura que possibilitou a utilização do motor de 1.6 Passat na localização original dianteira. O motor rendia 80cv, o mesmo motor que o Passat TS usava.


O teto seguia o conceito do Porsche 911 de mesmo nome, Targa, com a seção traseira fixa e partes removíveis sobre os bancos, restando uma estrutura central. Isso causou certa estranheza do consumidor, que como não sabia como era um carro importado, já que o país não permitia a importação de carros até 1990, o fora-de-série conseguiu chamar muita atenção nas ruas e por onde passava.  Além do motor, o Miura Targa usava a suspensão McPherson na dianteira, enquanto a traseira usava a suspensão de eixo rígido. A direção era de pinhão e cremalheira, mais leve e precisa que a de setor e sem-fim, mais modernas e eficientes que as do antigo Miura Sport.





Com peso adequado à potência do motor (80cv), tinha apenas 890kg, podendo alcançar um bom desempenho.  Em Agosto de 1983 saía a série Targa Ouro, em preto com logotipos dourados, dotada de tomada de ar no capô e revestimento em couro perfurado. No final de 1983, mesmo ano em que ganhou a série especial, o Targa ganhava a companhia do irmão Spider, que nada mais era que o Targa conversível, com capota de lona, de recolhimento manual, alojava-se com discrição sob uma cobertura, praticamente desaparecendo da aparência do veículo, dando uma aparência jovem ou esportiva ao mesmo tempo para a dupla Targa e Spider.


O Spider trazia algumas mudanças em relação ao Targa. O conversível tinha uma distribuição de volumes que lembrava os esportivos europeus, o que era bom, pois o veículos brasileiros, principalmente os fora-de-série, que eram criados para suprir a demanda de esportivos importados, que não poderiam ser trazidos ao Brasil. O desenho da carroceria já incorporava a nova identidade da marca, mais retilínea, mas mantinha os característicos faróis escamoteáveis, presentes nos irmãos mais velhos como o MTS/Sport e o Targa. Tanto o Targa como o Spider saíram de linha em 1988, depois de 6 anos de produção. Afinal de contas, o Miura é a marca de carros fora-de-série mais tecnológica a moderna da época no Brasil, quando ainda tínhamos marcas genuínas como Puma e Gurgel no mercado nacional.



  • Miura Spider




  • Miura Targa



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