CAuto #85: Se CAOA faz Chery quadruplicar vendas, porque a Subaru deve perder 1/3 em 2018?


A CAOA é uma controladora de marcas de bastante conhecimento e sucesso no mercado brasileiro. Atualmente, a marca gere os importados da Hyundai, a Subaru, algumas concessionárias Ford e há um ano coordena a Chery no país. Se formos analisar o período em que a Hyundai ainda não produzia compactos no nosso mercado (vulgo HMB) com o período de um ano em que o grupo está à frente da Chery, podemos observar um grande avanço nas vendas de ambas as marcas. A Hyundai era meramente figurante e desconhecida do nosso mercado em meados de 2005, quando a CAOA trouxe o Tucson para o nosso mercado. O SUV foi o divisor de águas para a Hyundai no país (não bastasse já entrar para a história, ele é o Hyundai mais longevo da marca) e marcou o início do crescimento da marca. Em 2004, a Hyundai era apenas a 18º mais vendida do Brasil com menos de mil emplacamentos naquele ano. Quatro anos depois, a sul-coreana já era a 10º com quase 44 mil emplacamentos e em 2011, ainda sem HB20/HB20S/Creta, esse número chegou a 114 mil emplacamentos, ou seja, a CAOA tem muito potencial para desenvolver e expandir marcas no país. Com a Chery não deve ser diferente. Mas a Subaru, coitada, é representada pela mesma CAOA desde que chegou ao Brasil em 1992 e ainda assim consegue passar despercebida pelo grupo. A situação da nipônica ainda piora quando a gente analisa as vendas de 2018 frente à 2017. A Subaru conta com uma queda de 32,1% nas vendas num mercado que pode crescer 15% em 2018, ou seja, o tombo representa perdas ainda maiores para a marca. Atualmente vendendo Forester, XV, Outback, Legacy e WRX, falta um avanço e destaque maior para a Subaru, que vende 18 vezes menos que a Mercedes-Benz, a marca premium líder em vendas no país (já destruindo o argumento da CAOA de que a marca exerce função premium no Brasil). Com uma fábrica da CAOA em Anápolis (GO), a Subaru poderia produzir automóveis no nosso mercado como o SUV médio Forester, surfando na onda do segmento que mais se populariza no país. Durante o Salão de São Paulo apenas foi confirmado que a marca deve passar por reforma e deve ganhar algumas concessionárias a mais pelo país, mas convenhamos que, sem propaganda, ninguém vai comprar os Subaru no Brasil. E são carros de qualidade, conhecidos mundialmente por competições como ralis onde o Impreza se tornou referência e ícone da marca. Os conhecidos e elogiados motor Boxer, presentes em toda a linha da marca também são um dos pontos de destaque. Nós não temos todos os anos de vendas disponíveis das marcas no país, mas possivelmente o melhor ano da Subaru no Brasil foi em 1999, quando a empresa vendeu pouco mais de 3,3 mil unidades (3.303 para ser mais preciso), valor que deve representar ¼ do que a marca deve vender no Brasil esse ano (estima-se cerca de 800 unidades, se mantiver esse ritmo de vendas). Para o Brasil, a Subaru ainda poderia apostar em alguns carros da marca que não são vendidos aqui, como por exemplo o Impreza Sedan, o esportivo BRZ e porque não o SUVzão Ascent. Podendo investir também nas versões mais em conta do Impreza e claro, investir em pós-venda, propaganda e em novos pontos de venda. Talvez tudo que a Subaru precise é um pouco mais de atenção, CAOA. 


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