GWM vai produzir primeiro o Haval H6 na fábrica de Iracemápolis (SP) por alguns motivos

GWM estuda fazer com que Haval H6 fure a fila e seja o primeiro produto nacional a ser feito em Iracemápolis (SP), antes mesmo da picape da Poer 



A estreia da Great Wall Motors (GWM) foi um dos momentos mais altos destes últimos tempos em nosso mercado porque o grupo chegou ao país chutando as portas ao anunciar a chegada já com compra da antiga fábrica da Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP). Essa fábrica seria a primeira do grupo na América do Sul e estrearia em maio deste ano, mas os planos foram adiados. E tudo indica que o projeto de um GWM nacional foi todo revisto. Isso acontece porque há rumores de que o Haval H6 vá furar essa fila.

Isso acontece devido a boa aceitação que o utilitário esportivo recebeu do mercado, o que fez com que a GWM tenha mudado os planos. Pega de surpresa pela demanda, teve o primeiro mês cheio com quase 1.000 emplacamentos e depois emplacou mais de 1.000 em todos os meses no nosso mercado. Em julho do ano passado, esses rumores começaram em entrevista ao UOLCarros, quando a GWM confirmou que a produção do Haval H6 é dada como certa, mas naquela época ainda seguia o cronograma da produção começar com uma picape da Poer.

Depois da picape, um SUV da marca Tank era cotado para ser produzido e o Haval H6 seria apenas o terceiro produto a ser feito em solo nacional. "Foi bom testar o mercado com esse modelo importado, começando a nossa operação no Brasil, porque nos mostrou que o Haval H6 tem demanda para ser nacionalizado. Ainda mais porque já teremos outros dois veículos nacionais e a oportunidade de compartilhar os componentes. Com a escala existindo as contas fecham e já estamos concluindo os trabalhos para produzir o Haval H6 em Iracemápolis", disse Oswaldo Ramos, Diretor de Operações (COO) da GWM no Brasil, ao site.



Ao desembarcar no Brasil, a GWM tinha a expectativa de vender cerca de 700 unidades ao mês, o que já seria um volume de vendas muito bom para uma marca iniciante. “Estamos vendendo por mês o volume que havíamos calculado para dois meses, uma média de 700 carros. Isso significa que o consumidor brasileiro aprovou o nosso produto. E o mais importante: diante deste cenário, conseguimos ter agilidade para adaptar as nossas projeções e, mesmo com a alta demanda, temos produtos para pronta-entrega, com preço único em todo o Brasil”, comemora Ramos, nos primeiros meses de vendas do H6 e H6 GT.

O bom volume de vendas que a GWM vem tendo com o Haval H6 justifica a sua produção nacional, como destacou Ramos: “A partir do momento em que um carro alcança [um volume] de 15.000 unidades por ano, [a nacionalização] começa a fazer sentido”, disse. Esse volume de vendas permite não só a produção nacional, como também a nacionalização de componentes que vão contribuir no ponto de vista logístico, de custo, de escala e de fornecedores. “A maioria das marcas que trabalham com um SUV de 4,60 metros de comprimento só faz importação. Mas sim, [nacionalizar] o H6 é um dos estudos que estamos fazendo”, disse Ramos ao Mobiauto.

“É claro que é difícil falar em antecipação. A fábrica tem seu tempo [de adaptação], mas estamos estudando, sim, assim como estamos estudando a produção local de outros modelos”, adicionou o executivo. O processo de nacionalização dos veículos também vai contar com motores que vão passar a ser Flex. Além do bom volume de vendas, a nacionalização do H6 pode ter a ver com o Programa Mover, do Governo Federal. Ao Automotive Business, Ramos destacou durante o Rio Innovation Week, que o Haval H6 poderia mesmo pular na frente na lista de prioridades de nacionalização.



"O Mobilidade Verde vai trazer uma série de estímulos a investimentos em novas tecnologias. O sucesso do Haval, que já traz uma escala maior, mais eventuais programas de estímulo ao investimento no Brasil podem fazer com que mais carros venham para cá e fazer com que a gente lance algum carro antes da picape, que já esteja pronto. Estamos no compasso de entender imposto de importação e estímulo à produção local com outros programas para firmar nosso cronograma, mas a picape é irreversível", disse Oswaldo. Ao ser perguntado pelo site se existia algum produto que poderia ser feito antes da Poer, Ramos foi sucinto: "Sim. Temos condições de produzir antes da picape.".

Tudo começou a fazer mais sentido em dezembro do ano passado, quando a GWM já começou a falar que a produção da picape Poer ficaria para um segundo momento. Ao Auto Data, o Diretor de Relações Governamentais da GWM, Ricardo Bastos, disse que “o cronograma está mantido. As máquinas estão chegando e as contratações estão acontecendo, conforme o previsto.”. Ao site, também foi confirmado que o imposto para eletrificados maior também contribuiu para esse mudança de cronograma. O que muda é o primeiro produto nacional. Tanto a picape da Poer como o SUV da Tank vão esperar um pouco mais pelo início da produção com o H6.

“Talvez troquemos o produto. E em vez da plataforma off-road, que incluía a picape e um SUV, devemos jogá-la para a frente e convocar veículo de plataforma como é o Haval. Porque este é um produto que já testamos, que o consumidor mostrou que gostou e, para nós, neste momento de aumento do imposto, é uma escolha mais segura”, disse Bastos ao site. Posteriormente, a GWM já confirmava ao site Motor1 Brasil a mudança no cronograma de nacionalização, mas ainda sem falar qual seria o produto. Tudo que falta é uma confirmação. E isso deve acontecer ainda neste semestre.



Fotos: GWM Haval / divulgação

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