Renault pode desenvolver um hiperesportivo para a Alpine e confirma nova geração do A110

Renault Group confirma que Alpine trabalha em uma segunda geração do A110 com plataforma de origem Lotus e pode preparar um inédito hiperesportivo



A Renault Group confirmou que trabalha no desenvolvimento de novos esportivos com a Alpine. O grupo francês confirmou que a sua marca de esportivos terá a nova geração do A110 com a plataforma própria e pode preparar um outro esportivo que será um hiperesportivo. A decisão do fim da parceria com a Lotus foi batida de forma mútua e alcançada amigavelmente, de acordo com informações do CEO do Renault Group, Luca De Meo. Em 2021, surgiu a informação de que a Alpine trabalharia com a Lotus para novos esportivos.

Essa parceria previa que o novo A110 tivesse uma plataforma de origem Lotus. Agora parece que esse apoio da Renault para a Alpine já parece ter seus primeiros frutos definidos e começa mesmo com a nova geração do A110, que estreia ainda nesta década. O cupê vai ser criado a partir de uma plataforma criada pela Renault, que será compartilhada com futuros outros produtos da própria Alpine. “Tivemos uma longa discussão e finalmente decidimos construir nossa própria plataforma”, disse De Meo, em entrevista ao Autocar.

De acordo com o CEO da Renault, a Alpine construirá mais de um modelo a partir da plataforma, sem revelar se a nova arquitetura planejada se estenderia a mais do que apenas carros esportivos. Para o CEO da Alpine, Laurent Rossi, a marca de esportivo lançará cinco produtos nos próximos anos, incluindo a nova geração do A110. Dois testes modelos já são conhecidos. O primeiro deles é o A290, que será a versão esportiva do Renault 5, e o segundo será um utilitário esportivo de perfil cupê, que deve aparecer em meados de 2025 e é chamado previamente de ‘GT X-Over’.

Em 2026 é esperada a chegada do A110 elétrico de nova geração e outros dois produtos podem acabar se tornando utilitários esportivos maiores, de pegada mais familiar – algo que a Cupra também vem fazendo. Sobre o fim da parceria com a Lotus, Rossi disse: “A Lotus e nós compartilhamos a mesma preocupação, que é tentar fazer carros esportivos leves e ágeis, ao mesmo tempo em que adicionamos peso e eletrificamos”, disse Rossi em entrevista ao Autocar. “Não houve atrito com a coisa porque todos estavam sentindo que essa era a melhor coisa. Isso não significa que não temos oportunidades de trabalhar juntos novamente.”, adicionou De Meo.

Uma das apostas da parceria Alpine-Lotus era desenvolver esportivos com células de baterias empilhadas verticalmente atrás do motorista, que vai favorecer um bom comportamento dinâmico e que deve acontecer nos carros da Lotus – mas não mais com a Alpine. Para cobrir os custos da nova plataforma, um segundo esportivo poderia ser a opção para a Renault. Sobre o assunto, De Meo brincou: "Você nunca sabe comigo". Vale destacar que nos últimos anos a francesa apresentou o A4810 by IED Concept e o Alpenglow Concept.



Fotos: Alpine / divulgação

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